Danilo tem nome colocado para o governo de Pernambuco em acordo selado com Lula

Socialistas apresentaram nome do deputado federal a Lula.

Danilo Cabral - Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

O deputado federal Danilo Cabral (PSB) deve ser o escolhido para a sucessão do governador Paulo Câmara no Governo de Pernambuco. O nome do parlamentar foi apresentado, nesta quinta-feira (3), em reunião com o ex-presidente Lula em São Paulo. A tendência é que a escolha seja anunciada oficialmente nos próximos dias pelo PSB.

Na reunião dos socialistas com Lula, ficou definido que o PT deve abrir mão da pré-candidatura do senador Humberto Costa ao Governo do Estado. Os petistas, no entanto, devem estar presentes na composição da chapa majoritária com a indicação ao Senado.

Pernambuco era um dos estados com definição em aberto nas negociações vigentes entre o PSB e o PT.  “No acordo, o PSB exigiu o apoio do PT no Estado. A direção nacional fez o acordo e não vamos ter candidato em Pernambuco”, disse o senador Humberto Costa a O Globo.
 

Por meio das redes sociais, o governador Paulo Câmara destacou a “importante reunião com o presidente Lula”. “Conversamos sobre o futuro, o atual cenário socioeconômico do país e sobre as eleições no Brasil e em Pernambuco”. A mensagem do governador foi compartilhada por Lula em suas redes sociais. 

Perfil político
Caso a escolha por Danilo Cabral seja oficializada, o PSB optará por um “nome político” para buscar o quinto mandato consecutivo no Palácio do Campo das Princesas. Nos últimos meses, houve muita especulação em torno de quem seria o candidato.

Apontado como nome natural ao posto, o ex-prefeito do Recife Geraldo Julio decidiu não se candidatar, trazendo à tona outros nomes. O secretário da Casa Civil, José Neto, foi um deles. Ele representaria um “perfil técnico”, fato que levantava discordâncias dentro do PSB. Além de Danilo, o deputado federal Tadeu Alencar era outro “nome político” cogitado para o posto. 

Em aberto
A aparente definição em Pernambuco não finda as negociações entre PT e PSB. Em São Paulo, os petistas não estão dispostos a ceder aos apelos do PSB para uma adesão a Márcio França. Além do apoio à candidatura presidencial de Lula, os dois partidos também discutem a formação de uma federação, que incluiria ainda o PCdoB e o PV.

Pelas regras, caso se juntem, as siglas teriam que atuar como se fossem um único partido pelo prazo de quatro anos nos planos federal, estadual e municipal. A federação só permite um candidato em cada estado. O PSB cobrava o apoio do PT também no Rio, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Nos dois primeiros estados, a questão está resolvida. Os petistas vão apoiar Marcelo Freixo na disputa fluminense e a reeleição de Renato Casagrande no estado capixaba.

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