Depredação de estátua de Ariano Suassuna é alvo de críticas de candidatos a prefeito do Recife

Arthur Mota/ Folha de Pernambuco

A depredação da estátua do escritor Ariano Suassuna foi responsável por unir candidatos a prefeito do Recife de esquerda e direita. Nesta segunda-feira (21), na Rua da Aurora, área central do Recife, o monumento de 1,8 metro, feito de concreto, foi quebrado na altura dos pés e estava caída ao chão. 

O deputado federal e candidato a prefeito João Campos (PSB) ressaltou a memória de Ariano Suassuna e sua importância para o Estado. Ele também disse que estava "indignado" e que "a intolerância não pode prevalecer no Recife"."Não é apenas como representante da Frente Popular que estou triste e indignado, com o ato de vandalismo praticado hoje. Mas na condição de cidadão recifense. A intolerância não pode prevalecer no Recife, no país, em lugar nenhum. A injustiça dói, como cantava Ariano", afirmou.

Em seu perfil no Twitter, a deputada e candidata a prefeita Marília Arraes (PT) chamou o ato de "absurdo". "Estão depredando a memória cultural do nosso estado", criticou.

Já a delegada Patrícia Domingos (Podemos) criticou o vandalismo e disse que o ato é um "sinal da total deficiência da segurança no Recife". A prefeiturável disse que é preciso "olhar com mais carinho para as suas obras de arte" da cidade e que, para isso, é preciso reforçar a segurança.

"O vandalismo fez mais uma vítima no Recife. A depredação da estátua de Ariano Suassuna, na Rua da Aurora, um dos cartões postais da capital pernambucana, demonstra a total deficiência na prestação da segurança no município. Hoje foi a estátua de Ariano, mas essa obra é mais uma das inúmeras que foram vandalizadas na cidade. A estátua de João Cabral de Melo Neto teve o nariz quebrado. O Parque das Esculturas de Brennand é outro exemplo do abandono ao patrimônio artístico e cultural recifense", disse.