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Em agenda com João, senadores reforçam a parceria com o governo Lula e comentam conjuntura nacional

Petistas falaram sobre as acirradas disputas desta eleição e na confiança no apoio do presidente

Marlon Diego

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Em visita ao Hospital da Criança do Recife (HCR), na manhã deste domingo (16), foi dado o pontapé da campanha eleitoral 2026. Os candidatos pela Frente Popular de Pernambuco, João Campos (PSB) e seu vice, Carlos Costa (Republicanos), para o governo estadual, e Humberto Costa (PT), que tenta a reeleição no Senado, compareceram ao bairro de Areias, na companhia da senadora Teresa Leitão (PT). Na ocasião, os petistas comentaram sobre as acirradas disputas desta eleição, além de propostas discutidas em Brasília.

Dividindo a chapa com Marília Arraes (PDT), Costa enxerga a parceria do governo federal e a gestão de Campos na prefeitura como uma relação de muitos frutos para a saúde da capital. Ele destacou que esse é um movimento que faz parte do projeto de governo do presidente Lula.

“O governo Lula tem avançado bastante, especialmente com esse projeto do Agora Tem Especialistas, que vem exatamente resolver um grave problema no Sistema Único de Saúde, que é o atendimento especializado, que é o atendimento de urgência, que é a eliminação das filas para o atendimento, a implantação da saúde digital. Então, com toda certeza, essas propostas que nós estamos colocando aqui, elas casam exatamente com o que é o objetivo maior do Ministério da Saúde e o que vai constar do programa do governo do presidente”, declarou.

A eleição vista como acirrada para os candidatos ao Senado em Pernambuco não preocupa Humberto. O candidato tem confiança no pleito e no apoio do presidente.

“O que eu acho que pode ser um fato novo é que, provavelmente, nós vamos ter muitos votos cruzados de deputado, de candidatos ao próprio Senado, de outro partido, porque, na verdade, como a disputa para o governo vai ser uma disputa acirrada, e, ao mesmo tempo, nós temos um único ator que conduz esse processo. Por exemplo, o presidente Lula, eu acho que vai ser fundamental na definição dessa chapa vencedora. Então, acredito que será uma eleição complexa, difícil, mas eu acho que nossa chapa tem todas as condições de fazer os dois candidatos”, foi otimista.

Escala 6x1
A primeira pauta abordada pela senadora Teresa Leitão foi a PEC, proposta de emenda à Constituição, do fim da escala 6x1. A senadora explica que o presidente da República, Lula (PT), já se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em três momentos. Uma para se aproximar, com presença de ministros do Supremo; a segunda com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a própria Teresa; e uma terceira apenas entre Lula e Alcolumbre. O presidente disse “vamos agilizar”, segundo Leitão.

“A PEC do fim da jornada 6x1 já passou por todas as instâncias de debate. Teve audiências públicas na CCJ, uma grande audiência de debate – como a gente chama – e debate temático em plenário com as centrais sindicais e com os empresários. É só botar pra despachar, que é a linguagem, né? O presidente da CCJ está alinhado conosco. Eu falei diretamente com o Otto Alencar, o presidente Alcolumbre também falou”, detalhou.

Despachada para a CCJ, segundo a parlamentar, lá se define o relator. A senadora diz que o texto aprovado pela Câmara não deve ser alterado. Ela espera por uma decisão durante a semana de esforço concentrado.

PEC da segurança
Com o objetivo de criar um Ministério da Segurança Pública, a PEC da Segurança também foi comentada pela senadora. De acordo com a parlamentar, a proposta que vem sendo analisada pelo Senado propõe mecanismos de combate ao crime organizado, “uma chaga que a gente precisa de fato enfrentar”.

“Trata também da questão do sistema prisional de uma maneira mais ampla, traduzindo muito firmemente qual é a atribuição da União, dos estados e dos municípios no combate à violência e na perspectiva de uma segurança pública, cidadã, inclusiva, que respeite os direitos e que dê essa sensação de segurança, porque a gente tem alguns governos que botam polícia na rua para dar sensação de segurança, mas não efetiva”, complementou.

PL das terras raras
Classificando o tema como “longe, um pouco, do imaginário da população”, as terras raras são mais uma das prioridades do governo federal articuladas com o Senado, de acordo com Teresa Leitão. Ela utiliza o exemplo do petróleo encontrado, recentemente, na Margem Equatorial, região que abarca estados do Norte e Nordeste do país, para falar de “soberania”.

“Ali é muito possível de também ter outras riquezas minerais e isso vai dar uma autonomia ao Brasil muito grande. Vejam o que a gente conseguiu fazer com o Pré-Sal, o que a gente conseguiu trazer para educação. Então isso daí está na nossa agenda, como agenda estratégica, que vai ter incidência fortíssima na balança comercial, porque tem país rico que faz alta tecnologia, precisa daqueles minerais críticos e não tem. Então o Brasil tem essa condição de, mais uma vez, se apresentar como um país rico e soberano. Esse é o ponto maior de aprovar esse projeto. Ele precisa garantir a soberania, a transparência, o acompanhamento social para que a nossa riqueza seja devolvida ao povo brasileiro”, finalizou.

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