Em Casa Amarela, Mendonça se compromete a simplificar e desburocratizar a abertura dos pequenos negócios

Mendonça Filho (DEM) - Foto: Guga Matos

Os candidatos a prefeito e vice do Recife, Mendonça Filho e Priscila Krause, ambos do DEM, iniciaram a agenda deste fim de semana com um café da manhã no Mercado Público de Casa Amarela, na Zona Norte. Acompanhados de lideranças locais, Mendonça e Priscila conversaram com os comerciantes do mercado, feirantes e vendedores ambulantes do entorno, e ouviram pedidos de melhorias no equipamento e seu entorno. “Assim como o Centro, Casa Amarela é um bairro que possui a tradição mascate do Recife e necessita de incentivo aos pequenos negócios. Na prefeitura, vamos criar uma central de simplificação e desburocratização para fomentar o crescimento de quem empreende e gera emprego e renda”, afirmou Mendonça. 

O democrata ressaltou que a burocracia e a taxação elevada têm sido as marcas dos governos do PSB, na Prefeitura e no Governo do Estado. Segundo Mendonça, a gestão socialista é inimiga do empreendedor. “O recifense paga quase o dobro de impostos do que em Fortaleza e bem mais que Salvador. Isso vai acabar”, declarou Mendonça. “Quem quer montar uma lanchonete no Recife tem que partir de R$ 3 mil iniciais de licenciamento, taxas, autorizações. Em Jaboatão dos Guararapes, isso é zero, por que lá aderiram à Lei da Liberdade Econômica, que é do Governo Federal. Aqui, por política, não quiseram. Vamos mudar isso e fazer a economia do Recife voltar a crescer”, destacou.

Os temas simplificação e desburocratização são parte do eixo de desenvolvimento econômico do plano de governo da coligação “Recife Acima de Tudo” (DEM, PSDB, PTB e PL) e, na avaliação do democrata, a criação de uma de central que simplifique e acelere os procedimentos necessários à abertura de atividades de pequeno porte é essencial para a economia do Recife voltar a crescer. Mendonça reforçou que a nova gestão vai reduzir o excesso de cobrança de taxas e impostos que há anos têm sufocado os pequenos empreendedores. 

Mendonça também citou números para mostrar o estrangulamento da economia do Recife, principalmente dos pequenos negócios, um dos pilares do setor. Nos últimos sete anos, segundo Mendonça, a arrecadação da prefeitura por habitante/ano saltou de R$ 745 para R$ 1.250, se tornando a maior entre todas as capitais do Norte e Nordeste. Somente na gestão de Geraldo Júlio, pontuou, o aumento no período cresceu 68%. Como agravante desse aumento, o maior peso no bolso dos cidadãos do Recife não se reflete na qualidade dos serviços públicos prestados.

O democrata ressaltou que o Recife não voltará a crescer e ser protagonista nos cenários econômico nordestino e brasileiro enquanto se mantiver a cultura de perseguição a quem produz, trabalha e gera empregos na cidade, imposta pela gestão socialista. Ele reforçou que, ao assumir a prefeitura, vai cortar os excessos da administração atual, rever contratos através de auditorias e jogar pesado contra a corrupção e o desperdício de dinheiro público, que deve voltar à população através de bons serviços e infraestrutura. O democrata pontuou que é necessário ter foco em melhorar a qualidade de vida dos recifenses sem asfixiar quem paga impostos. 

Mercado e feira - Ainda durante a agenda em Casa Amarela, Mendonça e Priscila circularam  pela feira que fica em frente ao mercado público. Entre uma conversa e uma parada para tomar uma água de coco, o democrata ouviu apelos para uma readequação urbanística no local, principalmente em relação à cobertura do pátio da feira e à criação de um estacionamento no entorno do mercado. Também escutou pedidos para recuperar os banheiros públicos e o saneamento. Atualmente, a feira em frente ao mercado reúne cerca de 100 negociantes, embora o número de barracas seja maior porque há feirantes com mais de um ponto, e 35 quiosques, além de três vendedores de animais.  

“Há 20 anos a gente espera uma cobertura para toda essa área da feira e nunca fomos atendidos. Quando chove isso aqui fica terrível, muita água pelo chão sem escoamento e a sujeira tomando conta de tudo. Aqui tem que ter uma padronização de boxes como em outras feiras”, disse Cátia Soares Lisboa, 42 anos, feirante há 30 em frente ao mercado. “Estamos sem banheiro público também, pois o que tem está acabado, sem condições de uso. É um absurdo esse descaso com quem gera dinheiro para a prefeitura”, completou. 

Mendonça Filho garantiu aos feirantes que ao assumir a prefeitura dará atenção especial às feiras e mercados públicos do Recife. De acordo com ele, o trabalho de recuperação e requalificação dos equipamentos não pode ser feito nos escritórios do poder municipal. “É preciso ouvir os comerciantes, os moradores, os líderes comunitários, ou seja, quem vive o cotidiano desse comércio de bairro, que é tão forte no Recife. Não vamos abandonar esses mercados, pois eles apenas empregam muita gente e servem de atrativo para que todo um movimento empreendedor aconteça em volta”, atestou.

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