Há elementos para Bolsonaro ser investigado por crime comum, aponta Procurador Regional Eleitoral de Pernambuco

Wellington Cabral Saraiva - Foto: MPF/Divulgação

Alguns atos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), cometidos durante a pandemia de Covid-19, podem ser enquadrados como crimes comuns. Ao menos, esse é o entendimento do Procurador Regional Eleitoral de Pernambuco, Wellington Cabral Saraiva. “O artigo 278 do Código Penal diz que é crime infringir determinação do poder público destinada a impedir propagação de doença contagiosa. O presidente se reuniu várias vezes em público sem usar máscara, sem respeitar o isolamento social, pelo contrário, provocando aglomerações em lugares nos quais o uso de máscara era obrigatório”, afirmou Saraiva, nesta quinta-feira (21), em entrevista à Rádio Jornal. “Ao meu ver há elementos que ele seja investigado e se for o caso processado por crime comum”, complementou. 

O procurador enfatizou que as ações do presidente, por vezes, violam até mesmo determinações do seu próprio governo. “.O distanciamento social é imposto, na verdade, pelo próprio Ministério da Saúde, há atos normativos que recomendam o distanciamento social e o próprio presidente da República descumpre essas recomendações”, destaca. 

Ele lamentou o fato de o Brasil ser um dos poucos países com líderes negacionistas diante da pandemia e que o presidente Bolsonaro continue “dando maus exemplos seguidamente de descumprimento das medidas preventivas e até ridicularizando”. “Semanas atrás o presidente disse que nós não deveríamos ser um País de maricas, que as pessoas não deveriam ser fracas. Você se referir a uma pandemia que matou já mais de 211 mil pessoas, na visão do presidente é ser maricas ou ser fraco”, pontuou. 

Veja também

CoronaVac: 2,7 milhões de doses serão distribuídas no começo de março
Vacina

CoronaVac: 2,7 milhões de doses serão distribuídas no começo de março

Justiça nega pedido de deputado que apalpou colega em SP para barrar investigação
Assédio

Justiça nega pedido de deputado que apalpou colega em SP para barrar investigação