Humberto Costa sobre disputar eleição em 2022: ‘Não autorizo nenhuma especulação’

Senador Humberto Costa (PT) - Reprodução

Com a especulação de uma possível candidatura ao Governo do Estado, o senador petista, Humberto Costa, afirma não autorizar a veiculação de informações desse conteúdo com seu nome. Apesar de não descartar definitivamente a possibilidade, o senador diz não se sentir atraído pela hipótese de governar Pernambuco, além de considerar desapropriado levantar qualquer posicionamento sobre o pleito eleitoral de 2022 nesse momento. Segundo ele, a posição do PT nas eleições de 2022 será tomada pela direção nacional da sigla.

“Não me atrai em nenhuma hipótese essa ideia de ser governador de Pernambuco. Eu já tenho uma longa trajetória política, estou lá no Senado que é um espaço importante, e qualquer discussão sobre isso tem que partir de um posicionamento da direção nacional. A direção nacional é quem vai avaliar o que é melhor para o partido em cada estado, vai analisar quem tem o melhor desempenho para ser ou não candidato, e vai analisar também se vai fazer ou não algum tipo de aliança. Então quero dizer que não autorizo nenhuma especulação quanto ao meu nome, se em algum momento eu mudar de posição, eu mesmo direi o que pretendo fazer”, destacou. 

Com o desembarque da sigla petista do governo PSB em Pernambuco, o senador Humberto Costa avalia que se tornou insustentável a presença de petistas no governo liderado pela sigla socialista que, segundo ele, usou de artifícios desleais contra o PT para ganhar a eleição municipal na capital pernambucana em 2020. Segundo Humberto, a postura que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), tem tido com seu partido é extremamente “agressiva”.  

“O tratamento que a campanha do PSB deu ao PT no segundo turno foi desrespeitoso, desleal e incompatível com toda a história de relação entre PT e PSB que sempre se deu em alto nível. Foram utilizados os instrumentos mais atrasados de anti-petismo, de uma campanha pautada em preconceito, enfim, isso gerou uma dificuldade muito grande. Nós até reconhecemos que o governador Paulo Câmara não teve um envolvimento direto nisso, mas se tornou absolutamente incompatível a nossa presença no governo do Estado, até porque o prefeito da capital (João Campos) tem se mostrado o tempo inteiro com uma postura extremamente agressiva contra o PT”, disse. 

Em entrevista à Rádio Folha FM 96.7, nesta sexta-feira (15), Humberto acrescentou ainda que a postura adotada pelo PT a partir de agora será de independência. “Aquilo que for bom para Pernambuco, nós apoiaremos dentro e fora da Assembleia”, afirmou. Além disso, Humberto ressaltou o interesse da sigla em manter o diálogo com o governador Paulo Câmara e com a Frente Popular de Pernambuco. 

“Nós não rompemos com a Frente Popular, nós não fizemos essa discussão, inclusive, já dissemos que queremos continuar o diálogo, manter uma conversa com o próprio governo, com a Frente Popular nesse momento. Não estamos muito preocupados com rompimentos e nada disso”, pontuou.

 

Ouça a entrevista completa no podcast abaixo:

Folha de Pernambuco · 15.01.20 - Folha Política com Humberto Costa PT

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