Humberto pede que Ministério da Saúde seja investigado por receitar cloroquina a pacientes

O ex-ministro da Saúde e senador Humberto Costa (PT-PE) ingressou com um pedido no Ministério Público Federal e no Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União para que o Governo Federal pare de prescrever medicamentos como cloroquina e azitromicina como tratamento preventivo para a Covid-19. A ação pede que a gestão seja investigada por crimes de improbidade e prevaricação. Segundo o senador, há um claro desvio de finalidade em aplicar dinheiro público em sistemas eletrônicos que receitam remédios sem recomendação médica.

"Esse governo torrou milhões e milhões de reais produzindo medicamentos ineficazes e até letais no combate ao coronavírus e, agora, tenta empurrar todo o estoque na população da forma mais criminosa possível. Há registros de casos em que esses remédios são recomendados pelo Ministério até mesmo para bebês. Isso é um absurdo completo", afirmou Humberto.    

Segundo Humberto, o Ministério, diante de simples relatos de sintomas gripais, está afrontando a saúde pública com uma cadeia de delitos, que vão desde a má aplicação de recursos até o charlatanismo.

"Isso põe em risco a vida de milhares de cidadãos que, de boa-fé, usam o sistema do Ministério da Saúde buscando uma fonte confiável para pesquisar sobre eventuais sintomas e se deparam com o que há de mais reprovável nesse tipo de área, uma empurroterapia oficial. É um crime atrás do outro e isso precisa ser investigado", afirmou o senador.

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