Lideranças políticas lamentam a morte do artista plástico Zé Som

Maíra Correia/PMO

Lideranças políticas manifestaram pesar pela morte do artista plástico Zé Som. José Carlos Sarmento morreu no fim da tarde esta quinta-feira (2) aos 69 anos. Artista essencialmente olindense, Zé Som produziu cerca de 50 mil quadros pintados diretamente com os dedos e as mãos em que expressava, em cores fortes, sobretudo paisagens da cidade patrimônio da Humanidade. 

Ex-prefeita de Olinda, a vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) lamentou a perda. "Olinda acordou mais triste, desbotada. Perdemos ontem o artista plástico Zé Som, um dos grandes, de Pernambuco para o mundo. Nos deixa o legado de sua obra, uma riqueza, que tão bem retratou nossa cidade. Zé Som era símbolo de Olinda. Meus sentimentos aos amigos e à família", afirmou.

O também ex-prefeito de Olinda e deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB) disse que a cidade perdeu um dos seus maiores artistas plásticos. "Um dos maiores artistas plásticos da cidade de Olinda nos deixou no dia de hoje. José Carlos Sarmento, mais conhecido como Zé Som, usava os dedos para pintar igrejas, ladeiras, coqueiros, praias, e transmitir as belezas da nossa terra através de telas", disse. "Zé Som, que começou a vida artística na música, daí o “Som”, morou em várias cidades pelo mundo, mas era na Rua 27 de Janeiro, na Marin dos Caetés que ficava seu atelier, onde estimou ter produzido mais de 50 mil obras. Seu talento ficará eternizado na história", completou.

O deputado estadual, Wanderson Florêncio (PSC), divulgou nota de pesar. "Pernambuco se despediu de uma grande referência cultural. Pintor e artista plástico, o olindense José Carlos Sarmento, o Zé Som, é dono de um estilo único e inconfundível, possui um legado de mais de 50 anos de trabalho, que marcou gerações  trabalhando com as características da nossa terra espalhou mais de 50 mil obras por todos os continentes. Uma perda irreparável para Pernambuco."

A Prefeitura de Olinda decretou luto oficial de três dias pela morte do pintor.