Marília apresenta projeto que garante segurança protetiva e financeira para motoristas e cobradores de ônibus 

Deputada federal Marília Arraes (PT) - Foto: Ricardo Labastier

Os rodoviários são os profissionais do transporte que mais estão expostos ao contágio da Covid-19. A categoria tem 70% ou mais de chances de contrair a doença, de acordo com o Instituto Alberto Luiz Coimbra, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com o objetivo de garantir a proteção e a segurança dos direitos dos motoristas e cobradores dos transportes coletivos, a deputada federal Marília Arraes (PT), ao lado de outros deputados do partido, apresentou o Projeto de Lei 3189/2020, que estabelece medidas de proteção à esses profissionais durante o estado de emergência.

O PL exige que as empresas de ônibus garantam todos os tipos de proteção necessários para proteger a saúde de seus funcionários. "Motoristas e cobradores são profissionais que estiveram expostos durante toda a pandemia. É justo que eles tenham seus direitos assegurados e recebem o suporte da empresa", afirmou a parlamentar. 

Para Marília, é importante que o distanciamento social seja cumprido rigorosamente dentro dos coletivos, por isso o PL também propõe a instalação de barreiras no interior dos ônibus para evitar a transmissão do novo Coronavírus.

O projeto também prevê o pagamento das gratificações aos profissionais afastados do trabalho por conta da doença. "Esses trabalhadores precisam dessa garantia financeira para sustentar suas famílias durante o período do afastamento."

A deputada pede que o projeto seja apreciado com urgência na Câmara, já que, com o fim do isolamento social no Recife e em outras cidades do Brasil, a quantidade de pessoas nas ruas está aumentando. Marília também reforça a necessidade de colocar a frota máxima de ônibus na rua. “É desumano submeter os trabalhadores a esta situação de total vulnerabilidade a um vírus que tem matado pessoas em todo o mundo. É falta de planejamento, de gestão, e de respeito com as pessoas. O que vale mais? A vida ou o lucro dos empresários do transporte coletivo?”, questiona.