[Opinião] Exercício de memória eleitoral

“Na maioria das vezes, o tempo não muda as pessoas. Elas apenas ficam cansada de dissimular”. (Abraatiko).

Certamente, todos devem já ter escutado que brasileiro tem memória curta. Sendo assim, em pouco tempo ele não lembra em quem depositou sua confiança para representá-lo nos cargos eletivos. Acredita-se que tal comportamento, contribui para fragilidade representativa que dispomos no país. Caso seja verdade, tentaremos resgatar alguns nomes da nossa história política.

Juscelino Kubitschek é lembrado até hoje principalmente pela construção de Brasília. Mas quem era o seu vice?Alguém pode argumentar que se tratando de vice chega ser irrelevante. Engana-se quem assim pensa. Nossa história tem demonstrado o quanto eles exercem influência. Continuando nosso exercício de memória eleitoral, durante o período em que o Brasil foi governado pelos militares, o general João Batista de Oliveira Figueiredo foi o último deles. Quem era o seu vice?

Depois que a proposta de Emenda Constitucional número 5 de 2 de março de 1983, mais conhecida como Lei Dante de Oliveira, não foi aprovada pela Câmara Federal e o critério de escolha que restou foi o Colégio Eleitoral, naquele momento histórico em que Tancredo Neves foi vitorioso contra Paulo Maluf, surge a seguinte pergunta: quem era o candidato a vice-presidente na chapa de Paulo Maluf?

É possível que o eleitor venha alegar que estamos mencionando apenas fatos da história política nacional. Então, passaremos ao nosso exercício para o âmbito local. Aquela eleição famosa no ano de 1982, em que os dois principais candidatos ao governo de Pernambuco era o professor Roberto Magalhães Melo e o professor Marcos de Barros Freire. Continuando com as perguntas: quem era o vice na chapa liderada por Marcos Freire?

Depois de terminarmos o pequeno exercício, vamos agora apresentar algumas considerações. A primeira delas, é que precisamos conhecer nossa história; a segunda, é que há coisas que desconsideramos por julgarmos insignificantes, até o dia em que alguém resolve nos inquerir e aí percebemos o quanto a vida é uma eterna aprendizagem e que por mais que pensemos que o outro não tem nada a nos ensinar, precisamos reconhecer que não sabemos de tudo. Cada qual com sua sabedoria, apedeutismo e as vezes se comportando de maneira dissimulada.

Débora Vieira é acadêmica do curso de História.

Hely Ferreira é cientista político.