Oposição e governo cortejam o PSL

Uma das siglas mais cobiçadas para alianças na disputa pela Prefeitura do Recife na eleição deste ano, o PSL é cortejado pelos pré-candidatos de Oposição, mas também desperta o interesse do PSB, que tenta eleger o sucessor de Geraldo Julio na PCR. No entanto, de acordo Raphael Souto, presidente do PSL no Recife, o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) e o ex-ministro Mendonça Filho (DEM) são “as opções mais viáveis” para uma coligação. O dirigente municipal também indicou que uma candidatura majoritária ainda não está descartada e que uma eventual vice-candidatura não está nos planos do partido.

A definição de posição na Capital vai depender da estratégia adotada por Daniel e Mendonça: múltiplas candidaturas ou composição. “Não seríamos o fiel da balança de nenhum desses dois candidatos”, destaca Raphael. “Todos os partidos estão a nos procurar para saber qual o posição do PSL. Mas é aquele velho ditado: quem tem tempo não tem pressa. Daniel Coelho e Mendonça são as opções mais viáveis para compor com o PSL, mas a gente está esperando que eles definam entre eles a situação, quem é que vai realmente sair candidato.” 

Segundo Raphael, “diante do cenário de indefinição dentro da oposição” não está descartada a possibilidade de o próprio PSL lançar uma candidatura própria. Ele afirma, contudo, que a sigla ainda não tem um nome para oficializar. 

PSB

Questionado sobre as conversas com o deputado federal João Campos e o PSB, Raphael explica que a legenda foi procurada, mas “a união” com os socialistas “está muito difícil de acontecer pelo fato de o PSL ter um “programa totalmente diferente” a nível nacional. “Nos inviabiliza de uma aproximação, uma coligação”, anotou. “Localmente, a gente não tem nada contra o PSB. Esbarra na questão nacional.”

Patrícia

Ainda de acordo com o presidente municipal, a candidatura da Delegada Patrícia Domingos (Podemos) “não vai alterar em absoluto” a decisão no PSL no município. “É um bom nome, mas lançou o seu nome sozinha, sem combinar com ninguém da oposição. Está se sentindo uma estrela dentro da direita. Não procurou em nenhum momento o PSL para conversar para apoio ou qualquer coisa parecida”, alfinetou. “Eu acho que ela vai ficar isolada dentro da oposição. Bom nome, bom quadro, mas situação de independência inviabiliza qualquer tentativa de união”, complementou Raphael.

O presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar, por sua vez, que é aliado próximo de Raphael Souto, esquivou-se de falar sobre a questão. Mas, indiretamente, ratificou o posicionamento do presidente municipal do partido,  destacando que “Raphael, presidente do PSL Municipal, tem mais o feeling da situação local do que eu, que estou muito voltado para o PSL Nacional”,  afirmou Bivar.

Procurado pela reportagem, Daniel Coelho lembrou que “PSL é o maior partido da oposição” e que seu apoio é muito importante”, mas ponderou não pode falar pelo PSL. “Quem fala sobre o PSL é o PSL. Não posso falar por eles. Meu contato com Luciano (Bivar) e (Antonio) Rueda é constante. Eles indicaram o vice de nossa chapa em 2016. Nunca deixamos de conversar”, resumiu.

Já o ex-ministro Mendonça Filho  disse ter um ótimo diálogo com as lideranças do PSL, mas não quis comentar o assunto.