Patrícia Domingos confirma candidatura para prefeita do Recife com discurso de combate à corrupção

Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A pré-candidata à Prefeitura do Recife, Patrícia Domingos (Podemos), oficializou sua pré-candidatura a prefeita do Recife em convenção partidária, nesta quarta-feira (16), no Catamarã. Com o discurso de combate à corrupção e fortalecimento da gestão pública, a prefeiturável apresentou o produtor cultural Léo Salazar (Cidadania) como vice e adotou um discurso de "libertação do Recife". 

Ao ressaltar sua trajetória, a prefeita lembrou que chegou ao Recife para prestar concurso de delegada e que foi aprovada por mérito. "Eu não cheguei aqui de favorzinho, eu não fui indicada para cargo comissionado, ninguém me puxou pela mão para me colocar no meu cargo. Eu estudei e batalhei para passar 12 anos como delegada", afirmou Patrícia Domingos. 

Indicado para vice na chapa, Léo Salazar agradeceu a confiança para a indicação do seu partido e disse que levará a bandeira da cultura e empreendedorismo para a campanha. Ele fez críticas a gestão atual da área cultural da cidade e cobrou a entrega da requalificação do Teatro do Parque. 

Já o deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC) rebateu a afirmação do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), de que "não se olha para a idade do craque, mas para a capacidade de fazer gols". Segundo ele, a chapa formada por Podemos e Cidadania tem "Marta e Messi", em referência aos jogadores de futebol reconhecidos mundialmente.

Coordenador da campanha, o presidente estadual do Cidadania, Daniel Coelho, afirmou que sua decisão de apoiar a pré-candidatura de Patrícia Domingos foi uma opção estratégica para garantir as chances de vitória do seu grupo político. O deputado federal relembrou sua trajetória para disputar as eleições para prefeito do Recife em 2012 e 2016. O parlamentar criticou candidaturas que não visam "encerrar o ciclo do PT e PSB" e disse que a manutenção do seu projeto majoritária apenas "garantiria um falso segundo turno entre PT e PSB".

"Tanto em 2012 como em 2016, o sentimento era aquele. Não havia o sentimento de enterrar um ciclo do PT e PSB. É cada um com seu projeto, disputar a eleição para fazer recall, disputar a eleição para se eleger deputado, manter uma estrutura de poder e, às vezes, até combinar e a gente sabe que isso ocorreu em eleições passadas. Espero que não ocorra nessa, mas combinar com o Palácio e lançar candidatura por motivos diferentes que buscar a vitória. Mas, bem, isso é história do passado", alfinetou.

Lideranças também rebateram as críticas dos opositores ao fato de Patrícia Domingos ter nascido no Rio de Janeiro. O presidente estadual do Podemos, Ricardo Teobaldo, disse que Patrícia se identificou com a cidade quando passou para o concurso de delegada e poderia ter assumido cargos em outras cidades, mas optou ficar no Recife.