Paulo critica retirada de receitas da saúde e educação: "Fere Estado Democrático de Direito"

Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

O governador Paulo Câmara (PSB) repercutiu a carta do Fórum dos Governadores do Nordeste que critica a desvinculação de receitas da saúde e educação prevista na PEC Emergencial. O chefe do Executivo estadual avalia que a proposta "fere o Estado Democrático de Direito", além de ameaçar programas e gerar clima de insegurança. Segundo ele, a oferta de auxílio emergencial não pode retirar direitos constitucionais da população.

"É uma ameaça à continuidade de programas importantes e gera um clima de insegurança quanto à destinação de verbas necessárias para esses dois setores tão importantes. Não se pode discutir a retirada de direitos constitucionais sob a justificativa de oferecer um auxílio emergencial temporário", criticou o governador, em seu Twitter.

Segundo o governador, o momento é de buscar soluções para crise sanitária e oferecer vacinação em massa. "O momento é de buscar soluções concretas, que amenizem o sofrimento de milhares de famílias brasileiras provocado pelo agravamento da pandemia, com a perda de tantas vidas. Essa deve ser a prioridade máxima do Executivo nas três esferas, assim como do Legislativo e do Judiciário", avaliou.

"Temos que garantir a vacinação em massa, o fortalecimento do SUS e discutir um auxílio emergencial que dê alguma segurança às famílias impactadas pela crise sanitária, enquanto buscamos a retomada do crescimento econômico e a geração de emprego e renda para o nosso povo", concluiu.

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