Pré-candidatura à presidência de Ciro Gomes (PDT) é irreversível

Carlos Lupi afirma que o candidato está organizando visitas por todo o Brasil

Divulgação

A pré-candidatura para presidente da República de Ciro Gomes (PDT) foi lançada de forma irreversível segundo o presidente nacional do partido, Carlos Lupi. “Isso é unânime dentro do partido,ele é aclamado por todos. Nós fizemos o lançamento da sua candidatura na nossa plataforma, e estamos nos preparando agora, para viajar o Brasil todo com esse projeto”, afirmou, nesta segunda-feira (24), para a Rádio Folha 96,7 FM.

Antes do anúncio oficial, Ciro já manifestava o desejo de concorrer à presidência e era apontado como pré-candidato da legenda. O lema da campanha, divulgado na última sexta-feira (21), é "a rebeldia da esperança". 

Possíveis alianças

Sobre o apoio de outros partidos à pré-candidatura de Ciro, Carlos Lupi afirma que o processo ainda está em fase de diálogo. “Estou trabalhando para não ficar sozinho, mas eu só posso responder pelo PDT, pelos outros eu tenho que esperar cada um dar sua resposta no momento. Continuo conversando com o PSB, com a Rede, com PSC, tirando Bolsonaro, o resto eu estou conversando com todos”, sinalizou.

Já sobre a relação da pré-candidatura de Ciro e a união das esquerdas em pró de um só candidato, o presidente do PDT deixou bem claro que para o seu partido essa aliança só deve ser feita no segundo turno. “Nós nunca tivemos  o debate sobre uma união de candidatura. Você pode ter união de ideias, de projetos. Nós já estamos unidos no congresso nacional, nós temos uma unificação de todos da oposição na luta contra esse processo de ignorância chamado Bolsonaro, nós temos lutas em comum nas assembléias, no senado. Agora, a eleição nacional é de dois turnos justamente para isso, para no primeiro turno cada um apresentar sua proposta, seu projeto, e no segundo sim, estarmos juntos”,afirmou.

Moro e a terceira via 

Antes do anúncio oficial da pré-candidatura de Ciro Gomes à presidência, o ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) era, e continua sendo, apontado como a terceira via mais forte nas eleições de 2022. Para o dirigente do PDT, o ex-bolsonarista não deveria estar na disputa. “O Moro nada mais é que um adjacente ao Bolsonaro. Ele é um nome que já teve o auge quando começou aquele lava-jato, e quem questionou os atos dele não foi eu, não foi o Bolsonaro,  nenhum partido político, foi o Supremo. O Supremo anulou muitos processos dele por falta de prova, por abuso de autoritarismo, e ele quer ser candidato a presidente?”, questionou. 

Críticas à Federação

Ao contrário do PT, que segue organizando e apoiando uma possível federação com o PSB, PCdoB e PV, Carlos Lupi diz não ver o modelo de administração política com bons olhos, e que o PDT não vai seguir o mesmo caminho. “Eu acho que a federação é um disfarce para não substituir as coligações. Eu penso que cada partido quer afirmar as suas ideias. É claro que se nossa legislação faz a federação durar quatro anos, é melhor do que apenas o ajuntamento eleitoral que fazia com a coligação. A coligação só existia naquele momento, para aquela eleição. A diferença da federação é que ela é melhor, tornando ela efetiva durante quatro anos. Mas também existe um projeto na câmara para que ela dure só essa eleição. Eu acho que cada partido tem que mostrar para o que veio, apresentar suas propostas para a sociedade e deixar o povo julgar. Se o povo disser que não, paciência, isso é da democracia”, finalizou. 


 

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