Presidenciáveis se movimentam visando eleições de 2022

Com 10 meses de antecedência, candidatos presidenciais às eleições de 2022 se movimentam

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A dez meses das eleições de 2022 as costuras visando a viabilização das candidaturas presidenciais aceleram, as estratégias ganham direcionamentos mais firmes e o esboço do cenário que o eleitor encontrará nas urnas começa a ganhar contornos mais fortes. Apesar de poucos postulantes garantirem que estarão na disputa do ano que vem, as eleições já começaram.

Auxílio Brasil

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro enfim se filiou a um partido, embarcando no PL e mergulhando de vez no Centrão, e viu um cenário frutífero se desenhar com a aprovação da PEC dos Precatórios no Senado, abrindo caminho para o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400.

O programa é o principal trunfo do presidente para 2022 e torna-se ainda mais urgente com novos ingredientes que chegaram ao cenário, em especial o ex-ministro da  Sergio Moro, que assumiu a versão de político ao se filiar ao Podemos em novembro e, em um curto espaço de tempo, já aparece na terceira posição nas últimas pesquisas, atrás de Bolsonaro e Lula (PT). Moro já começa a circular pelo País, inicialmente com a turnê de lançamento do seu livro que chega domingo ao Recife. Na obra, o ex-juiz diz  que Bolsonaro comemorou a saída de Lula da cadeia. Em sua live semanal, na última quinta, Bolsonaro disse que Moro faz campanha "na base da mentira" e desempenha um "papel de palhaço".

Busca por palanques

Para ter força nacionalmente, os postulantes precisam de apoios locais. No caso de Moro, o cientista político Alex Ribeiro destaca que “parte do eleitorado de Bolsonaro tende a migrar para o ex-juiz", porém, tanto Moro, como Bolsonaro, "terão dificuldade de ter candidatos competitivos nas eleições locais".

"No caso de Pernambuco,  ambos precisarão de palanques estaduais para fortalecerem as suas candidaturas”, pontua. Na avaliação do cientista político Antônio Lucena, Moro possui capilaridade política, mas pode ampliar sua influência a depender das escolhas dos aliados. “Moro tem  condições de articular um palanque no Estado, mas  vai ter dificuldade para fazer isso. É um outsider em termos de candidatura. Ele tem um grau de capilaridade política, mas vai depender do vice, ele precisa de um que tenha um determinado tipo de inserção, como  ACM Neto, para tentar fazer uma conexão com o Nordeste, ou algo nessa ordem”.

Congestionado

A chegada oficial de Moro à disputa, mexeu com a configuração da terceira via, que viu, nos últimos meses, Ciro Gomes (PDT) e o PSDB tentarem alçar o posto. Ciro, que centrou ataques em Bolsonaro, depois em Lula, agora tem Moro como alvo principal, na busca por ser o único viável do "centro". Antes protagonistas, os tucanos viram na quebra do antagonismo ao PT, gerada pela chegada de Bolsonaro, um obstáculo até aqui intransponível. O governador de São Paulo, João Doria, venceu as prévias da legenda, mas precisa agir para conseguir unidade na sigla.

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No PSD, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, surge como possível nome para a disputa presidencial. O “engarrafamento” em busca da terceira via conta ainda com a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que ganhou destaque por sua atuação na CPI da Covid no Senado.

Banho maria

Enquanto isso, o ex-presidente Lula (PT), líder das pesquisas, tem realizado poucos movimentos. Hoje, o cerne dos debates em torno da sua candidatura é a possibilidade do ex-governador Geraldo Alckmin, na iminência de deixar o PSDB, ser o seu vice em 2022. Algo que parecia descabido, mas passou a ser alimentado por ambos e parece ter efetivamente alguma possibilidade de ocorrer. Alckmin é cortejado pelo PSB, que apresenta ao quase ex-tucano a possibilidade de uma vitória de Lula no primeiro turno, caso conte com seu apoio na vice.

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