PSB critica Jair Bolsonaro e sai em defesa de João Campos e Paulo Câmara

Legenda que abriga o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, João Campos, o diretório nacional do PSB se reuniu no último sábado para se posicionar sobre o cenário atual do País e tirar as perspectivas da legenda para as próximas eleições. O resultado é um documento com análise de conjuntura nacional com críticas a políticas do Governo Bolsonaro na condução da pandemia, o atraso na vacinação, “a partidarização do Ministério da Saúde”, a crise econômica e os decretos para liberação de armas.

No texto, o partido sai em defesa dos governadores e prefeitos da legenda. Segundo o PSB, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atrapalha o trabalho dos gestores e adota uma política ineficiente no combate à Covid-19.

“Não satisfeito em manter uma não política de saúde face à pandemia, o presidente da República tem realizado todos os esforços a seu alcance para atrapalhar aqueles que têm se desdobrado para modificar o cenário atual, particularmente governadores e prefeitos, que se deparam de modo mais imediato com o sofrimento da população e as agruras a que vem sendo submetida”, bate.

“Louve-se, nesse sentido, a clareza política e  firmeza de propósitos que têm tido os governadores de nosso partido no combate à pandemia – Paulo Câmara (PE) e Renato Casagrande (ES) –, que se deparam com falta de recursos, pessoal técnico em saúde próximo do esgotamento, mau humor da população com o prolongamento de medidas restritivas e, finalmente, uma saraivada de fake news disparadas pelo primeiro mandatário do País e, mesmo assim, seguem firmes com as medidas necessárias a salvar vidas”, avalia o documento.

Segundo o texto, o presidente Jair Bolsonaro usa a desinformação para atacar os gestores e criar uma cortina de fumaça para desviar a atenção da sociedade, 
“Dentre as fake news presidenciais, algo que se tornou comum é a desinformação reiterada sobre a realidade dos repasses feitos pelo governo federal aos estados, sempre com o propósito de insinuar que os governadores estão sendo ineptos no uso dos recursos, quando não se busca “denunciar” a malversação de recursos públicos, como se nas instâncias subnacionais houvesse uma bandalheira com dinheiros destinados ao enfrentamento da pandemia. É evidente, no entanto, que essas acusações não passam de cortina de fumaça, para desviar as atenções da responsabilidade objetiva, material, do governo federal pelos rumos trágicos tomados pela crise sanitária”, critica.

A atuação na crise sanitária dos prefeitos João Campos e JHC (Alagoas) também é defendido pelo partido. “Cabe ressaltar neste tópico, também, o excelente trabalho realizado pelos prefeitos João Campos (Recife) e JHC (Maceió), além de outros tantos companheiros prefeitos (as) do partido, que têm estado ombro a ombro com seus concidadãos nesse momento de angústia e sofrimento”, afirmou.

Eleições

No documento aprovado no último sábado, o partido defende que sua prioridade nas próximas eleições será montar chapas próprias para disputar mandatos federais e conseguir passar pela cláusula de desempenho prevista na legislação eleitoral. Para o próximo pleito, a prioridade da legenda será atrair quadros para a disputa federal e potencializar candidaturas a governador do Estado e Senado, que demonstrem efetiva viabilidade eleitoral. Sobre a decisão para as próximas eleições presidenciais, ficou decidido que, salvo decisão contrária, a escolha do candidato apoiado pela sigla só deverá ser tomada no início do próximo ano. A avaliação é que a consolidação do cenário para a disputa somente ocorrerá em 2022.

“A decisão sobre a sucessão do atual presidente, por sua vez, poderá ficar, salvo decisão contrária, para o início do próximo ano, oportunidade em que os cenários para a avaliação do tema estarão efetivamente amadurecidos, inclusive quanto à conjuntura que deverá orientar os rumos das disputas políticas no pleito presidencial. Evidentemente não se pode interditar o debate sobre esta temática, algo até mesmo natural e saudável para que se refinem as percepções e estratégias que deverão nortear a decisão final do partido”, afirmou.

Veja também

Covid-19: mortes sobem para 436,5 mil, e casos chegam a 15,6 milhões
Boletim

Covid-19: mortes sobem para 436,5 mil, e casos chegam a 15,6 milhões

Em teste para Tóquio, Isaquias mostra que é favorito a duas medalhas
Canoagem

Em teste para Tóquio, Isaquias mostra que é favorito a duas medalhas