PSB pode ter candidato próprio à presidência em 2022

Renato Casagrande é governador do Espírito Santo - Divulgação

O PSB também pode ser uma das siglas da esquerda a lançar candidatura própria nas eleições presidenciais de 2022. A movimentação do partido dificulta a formação de uma aliança nacional de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na noite desta quarta-feira (3), o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), anunciou que o partido estava indicando seu nome para a disputa. “Fui convidado pelo PSB a ser pré-candidato à Presidência da República e fiquei muito honrado”, diz um trecho da postagem do socialista, que a completa explicando que o momento de pandemia não permite o aprofundamento da discussão partidária.

Como não tem um candidato natural para a disputa, o partido tem a opção de compor uma frente de esquerda ou de lançar um candidato próprio. Sendo assim, o presidente da sigla, Carlos Siqueira, conforme disse em entrevista à revista Veja recentemente, afirmou que o PSB segue em busca de um “outsider” para disputar o cargo. O socialista também declara que uma aliança com o PDT para lançar Ciro Gomes à presidência, não está confirmada. 

Pelo porte nacional, o PSB é a legenda mais cobiçada pelo PT que busca lançar a candidatura do ex-presidenciável Fernando Haddad e do PDT que busca relançar Ciro Gomes. A disputa pode reeditar o episódio de 2018, quando as siglas disputaram pelo apoio do PSB. 

Segundo Beto Albuquerque, mesmo com a declaração do governador, ainda não há definição sobre a composição de uma aliança ou candidatura própria. “Não há indicação nem decisão do PSB. O nome do Renato é dos melhores quadros que nós temos, e dos mais antigos, [ele] está no PSB junto comigo desde 1986. Então, claro que o PSB de norte a sul, de leste a oeste gosta muito dele. O nome dele foi cogitado num debate mais informal, ele evidentemente, se for convocado, virá pra luta. Mas esse não é o momento de debate sobre a eleição”, explicou.

Ainda de acordo com Albuquerque, vice-presidente de Relações Governamentais, no momento, o partido está focado em dar suporte a governadores e prefeitos no enfrentamento à pandemia. Deixando a discussão sobre as eleições para o futuro. “O presidente Bolsonaro até então tem se demonstrado um sabotador das vacinas. Contrariando os ótimos exemplos que vem de Israel, dos Estados Unidos e de tantos outros países. O nosso foco é esse, não é eleição. Não há decisão, não há nenhum tipo de afirmação definitiva nesse assunto. O foco agora é salvar vidas, vencer a doença, vacinar o povo brasileiro. Todo o povo brasileiro, mais rápido possível, para depois a gente discutir outras coisas quando o País voltar a sua normalidade”, avaliou.

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), também tem aparecido nos bastidores para participar do debate eleitoral presidencial. Segundo informações divulgadas pelo jornal Estadão, em fevereiro deste ano, Campos tentava negociar a filiação do apresentador Luciano Huck depois que o global desistiu de compor as fileiras do DEM. A deputada federal Tábata Amaral (PDT-SP), amiga do apresentador, é quem teria apresentado Huck e Campos. Tábata integrou um projeto do RenovaBr, que tem o apoio do apresentador. 

O PSB não encabeça um projeto majoritário desde as eleições de 2014, que tinha como candidato o ex-governador de Pernambuco e ex-presidenciável, Eduardo Campos (PSB) como concorrente. Após a trágica morte de Campos, durante a campanha eleitoral, o PSB ainda não encontrou um candidato com o perfil ideal para encampar os ideais da legenda. Em 2018 o PSB chegou a articular a candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, mas o magistrado desistiu da campanha.

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