PSDB aproveita os 26 anos do plano real para defender legado de FHC e provocar adversários

Fernando Henrique Cardoso era ministro da Fazenda quando plano foi criado - Reprodução/Twitter

O PSDB aproveitou a comemoração dos 26 anos do plano real para reforçar o legado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e provocar os adversários. O sociólogo foi o primeiro chefe do Executivo federal do partido e foi alvo de constantes ataques durante os mais de 10 anos em que o partido dos Trabalhadores (PT) esteve no poder. Após perder o protagonismo nas últimas eleições presidenciais e ficar de fora do segundo turno do pleito de 2018, a legenda tenta voltar aos holofotes com um discurso mais moderado, em uma tentativa de construir um constraste à polarização entre o PT e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A estratégia de se consolidar como terceira via na política nacional foi vista nas provocações das postagens, que alfinetaram petistas e bolsonaristas.

"26 anos do Plano Real: controle da inflação, estabilidade da economia e transferência de renda para os mais pobres. Mesmo assim PT e Bolsonaro foram contra", afirma o perfil oficial do partido, que é acompanhada de um vídeo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro criticando a proposta.

"Há 26 anos o Plano Real era implementado no Brasil. O plano, criado pelo então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, foi responsável por estabilizar a economia, controlar a hiperinflação, ampliar o poder de compra da população e criar uma nova moeda: o real. Um marco na história do país", afirmou.

Atualmente, o PSDB aposta no governador de São Paulo, João Doria, como opção para 2022. Para isso, uma das estratégias é resgatar o legado da sigla e a figura de FHC.