Dom, 07 de Junho

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Tarifaço dos EUA pode aumentar rejeição a Flávio e melhorar imagem de Lula, analisam especialistas

Governo estadunidense ameaçou taxar o Brasil após concluir o relatório do USTR

Flávio Bolsonaro e Lula são os dois principais postulantes na corrida presidencialFlávio Bolsonaro e Lula são os dois principais postulantes na corrida presidencial - Daniel Ramalho/AFP; Andrew Harnik / Getty Images North America / GETTY IMAGES VIA AFP

A possibilidade dos Estados Unidos aplicarem um novo tarifaço ao Brasil pode impactar diretamente na corrida presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT). A ameaça de taxação foi anunciada pelo país norte-americano na última segunda-feira (1º), poucos dias depois da visita do legislador à Casa Branca.

Para o cientista político e economista Sandro Prado, os desdobramentos da taxação podem favorecer a imagem do petista, especialmente por conta das acusações dos EUA ao PIX como prática desleal.

“Inicialmente os desdobramentos desse acontecimento são pró-Lula. A partir do momento que se há uma tentativa de mexer com o PIX, que já é aceito por todos os brasileiros, isso já é uma munição para Lula utilizar politicamente a seu favor, porque a partir da visita de Flávio Bolsonaro (à Casa Branca), Trump está aborrecido com o nosso Pix”, explicou.

Prado ainda reforçou que a ameaça de taxação ao país após a visita de Flávio à Casa Branca prejudica a imagem do senador. “Ao mesmo tempo, a gente tem uma repetição (de consequências) daquela visita que foi feita por Eduardo (Bolsonaro), agora Flávio também ‘causa’ o aumento de tarifa. Os empresários ficaram bastante aborrecidos da primeira vez e agora novamente. Isso não é nada bom para a imagem de um candidato a presidente da República”, argumentou.

Para o cientista político Hely Ferreira, a aplicação da taxa ao país sinaliza um interesse claro de Donald Trump na vitória de Flávio, mesmo após os elogios do presidente norte-americano a Lula, no mês passado.

“Eu creio que os Estados Unidos não ousaria interferir de forma direta nas eleições do Brasil, mas o estado norte-americano sabe muito bem que seria mais fácil implantar os seus projetos na América do Sul a partir do Brasil, com a vitória de Flávio Bolsonaro do que com a reeleição do presidente Lula”, pontuou.

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