Teresa Leitão diz que particularidades regionais devem ser respeitadas na federação

PT e PTB seguem na conversa sobre a possível união

Roberto Soares

Cada estado tem suas particularidades políticas e elas precisam ser analisadas quando se pensa em federação entre PT e PSB, segundo a deputada estadual Teresa Leitão (PT). “A gente tem o mesmo partido com posições diferentes de acordo com o estado. A gente tem dificuldade de fazer aliança no Rio Grande do Sul, vai ter inclusive uma reunião específica sobre o Rio Grande do Sul, tem muita dificuldade porque o candidato é antipetista. Temos dificuldade de apoiar (o deputado Marcelo) Freixo (PSB) no Rio de Janeiro? De forma nenhuma. Já foi declarado pelas lideranças do PT no Rio de Janeiro e pela própria (presidente nacional do PT) Gleisi (Hoffmann). Então como o Brasil é muito grande, essas particularidades regionais são também colocadas como outro indicador que precisa ser considerado”, avaliou.

De acordo com a parlamentar, a porcentagem menor de deputados estaduais e federais que o PT poderá indicar se a federação for aprovada é outro fator que pesa na decisão e que deve ser avaliado cuidadosamente. “Não dá pra a gente resolver uma questão tão complexa dessa, com essa rapidez que o TSE está querendo por conta das razões políticas e por conta da “continha” de parlamentares ”, afirmou. 

Inicialmente, o prazo decisivo para que os partidos decidissem ou não pelas federações estava estabelecido para o final de março. Nesta quinta-feira (20), os dois partidos resolveram acionar o Tribunal Superior Eleitoral e questionar a decisão. 

Tensão entre partidos 

Para a parlamentar, os partidos não estão em maus lençóis entre si. “Eu acho que houve um momento de mais arroubos, principalmente por parte do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que foi o porta-voz dessas declarações mais contundentes contra o PT. Não foi seguido por todos, alguns seguiram, outros não, mas a gente sabe que quando vem a tona é porque nos bastidores isso também existe. Mas acho que é o momento também, é um momento de tensão, de indefinições, de fortalecimento também que cada partido busca para se apresentar como forte, né. Então, eu acho que esse momento depois da reunião, depois dos recados que Lula (PT) deu, eu acho que a tendência agora é a gente ter um tratamento recíproco de respeito”, concluiu. 

Em entrevista a blogs de esquerda, nesta quarta-feira (19), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a aliança entre PT e PSB, mas ponderou que a sigla aliada deve respeitar os projetos de lideranças petistas, dizendo que “O PSB não pode tratar o PT de forma pequena”.  

Entrevista completa no podcast Folha Política:


 

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