Túlio Gadêlha entra com representação na PGR para reter passaporte de Salles

Deputado federal Túlio Gadelha (PDT) - Foto: Divulgação

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) entrou com representação na Procuradoria Geral da República, para a instauração da medida cautelar de inquérito para reter o passaporte do ex-ministro do meio-ambiente, Ricardo Salles, exonerado ontem (23), pelo presidente Jair Bolsonaro.

A ação tem como objetivo impedir a fuga de Salles para outro país antes que se concluam todas as investigações da Polícia Federal que apuram seu envolvimento no maior esquema de extração e exportação de madeira da Amazônia. Para o pedetista, é necessário que a Justiça aja rapidamente para impedir uma situação similar à do ex-ministro da educação Abraham Weintraub, que saiu do País assim que foi exonerado para driblar as investigações.

"Salles foi o grande símbolo do governo Bolsonaro do extermínio dos nossos biomas, do desmatamento da Amazônia e dos seus pactos com o setor do agronegócio, grileiros e garimpeiros. Ele não pode sair impune”, explicou o deputado.

No documento enviado ao Procurador Geral da República, Antônio Augusto Brandão de Aras, Túlio Gadêlha ressalta que Salles tem empreendido esforços com o objetivo de atrapalhar medidas de fiscalização ambiental, especificamente os relacionados à “Operação Handroanthus”, da Polícia Federal, que foi responsável pela apreensão recorde de aproximadamente 200.000 m³de madeira em toras extraídas ilegalmente por organizações criminosas.

A investigação, inclusive, foi deflagrada a partir da constatação da existência de transporte de madeira sem o “Documento de Origem Florestal” (DOF), o que caracteriza, em tese, o tipo penal de exploração ilegal de madeira (art. 46, parágrafo único, da Lei nº 9.605/98).

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