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Zé Queiroz classifica discurso de Bolsonaro na ONU como "desastroso"

Pedetista diz que Bolsonaro distorceu dados sobre o meio ambiente, mentiu sobre a economia e defendeu remédios ineficazes contra a Covid-19. - Divulgação

O deputado José Queiroz (PDT) repercutiu, na Reunião Plenária desta quinta (23), o discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), no dia 21. Para o parlamentar, a intervenção do chefe de Estado brasileiro foi “desastrosa”. De acordo com o pedetista, Bolsonaro distorceu dados sobre o meio ambiente, mentiu sobre a economia e defendeu remédios ineficazes contra a Covid-19. Queiroz sublinhou que o País se aproxima das 600 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus, e a CPI da Pandemia no Senado Federal desmentiu a tese do “tratamento precoce” com substâncias como hidroxicloroquina.

O deputado ainda destacou que, diferentemente dos demais chefes de Estado, Bolsonaro compareceu ao encontro sem estar vacinado. Também lembrou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que apareceu sem máscara em algumas ocasiões, precisou ficar em Nova York para cumprir quarentena após testar positivo para a Covid-19.“Foi uma palhaçada internacional. As imagens a que o mundo assistiu dizem muito mal do Brasil. Nosso País não merece ser chacota mundial como está sendo. E nós, brasileiros que trilhamos um caminho diferente, não aceitamos o que aconteceu”, expressou o parlamentar.

O discurso foi apoiado pelo deputado João Paulo (PCdoB): “O presidente é cínico, incompetente, mentiroso e despreparado para governar uma nação do tamanho do Brasil. Sua exposição internacional traz danos irreparáveis para todo o País”.

Sequelas da Covid-19

Na ocasião, José Queiroz também comemorou a aprovação nessa quarta (22), pela Câmara Federal, de um projeto de lei dos deputados Wolney Queiroz (PDT-PE) e Dagoberto Nogueira (PDT-MS). A matéria concede isenção do Imposto de Renda para os proventos de aposentadoria, reforma ou pensão recebidos por pessoas com sequelas da Covid-19. “Foram 438 votos favoráveis, quase a unanimidade dos parlamentares”, registrou.

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