Reta final dos estudos: O que priorizar faltando um mês para o concurso do IBGE?
Responder simulados da FGV e priorizar as disciplinas que mais pontuam são os melhores métodos
Com provas marcadas para o dia 1° de março, os inscritos no concurso do IBGE têm cerca de um mês para lapidar seus estudos e se prepararem para as 60 questões que os aguardam. Nessa reta final, entender as tendências da banca FGV e focar nas disciplinas que preveem maior pontuação, como Língua Portuguesa e Geografia, podem ser os melhores métodos para finalizar a preparação.
De acordo com o professor de concursos Wendell Castellano, apesar de todas as disciplinas da seleção apresentarem peso um, é preciso entender que “peso igual não significa importância igual”. Para ele, o tempo de estudo deve ser dividido entre os assuntos que podem trazer maior retorno em pontos, e aqueles em que o candidato apresenta algumas lacunas.
“Na reta final, é preciso concentrar mais tempo no que mais pontua e desempata em cada cargo, mas sem abandonar as demais disciplinas para não perder pontos fáceis. Se uma área-chave estiver instável, ela vira prioridade imediata”, explica o preparador.
Para o cargo de Supervisor de Coleta e Qualidade, as disciplinas de Língua Portuguesa, Geografia e Noções de Administração e Situações Gerenciais garantem ao candidato até 14 pontos por matéria.
Já nas vagas para Agente de Pesquisas e Mapeamento, os assuntos de Língua Portuguesa, Geografia e Raciocínio Lógico e Matemático podem trazer, ao todo, até 50 pontos para o inscrito. Além disso, todas essas matérias servem como principais critérios de desempate na classificação.
Dicas
Com os assuntos prioritários escolhidos, os professores indicam seguir um cronograma de estudos baseado em: 60% de resolução de questões e simulados, 25% de revisão guiada pelos erros e 15% de foco na manutenção dos conhecimentos básicos de todas as disciplinas cobradas.
“Algo que eu recomendo é resolver muitas questões nessa reta final, para entender o estilo da banca, entender como é o tipo de cobrança e entender as pegadinhas que a banca pode colocar ou não”, recomenda Rondinelle Dias, especialista em concursos públicos na área de Geografia.
Para os candidatos que vão prestar o concurso para os dois cargos ofertados, é interessante observar as matérias que se repetem nas duas provas. As disciplinas de Língua Portuguesa, Geografia, Raciocínio Lógico e Matemático e Ética no Serviço Público são iguais ou muito semelhantes em ambos os editais, permitindo que haja um estudo “simultâneo” para os dois cargos.
“Quando as matérias se repetem, o candidato pode agir como se estivesse preparando uma base única de alta performance, que depois é “moldada” para cada cargo com pequenos ajustes”, argumenta o professor Wendell.
Porém, Rondinelle Dias alerta que se o candidato não estiver bem nos conteúdos principais do cargo que ele tem maior interesse, estudar para um cargo secundário pode ser arriscado, mesmo que as matérias sejam semelhantes. Quando há lacunas, o ideal é afunilar os estudos, e não ampliá-los.
Leia Também
• IBGE abre seleção com mais de 400 vagas temporárias em Pernambuco e salários até R$ 3.379; veja mais
• Aprovados no concurso geral de Olinda criticam a demora em nomeações. Gestão vai prorrogar certame
• O que muda nos concursos públicos durante um ano eleitoral?
Banca FGV
Nas questões de Língua Portuguesa, o foco da Fundação Getúlio Vargas é a análise do sentido e a interpretação textual. Nessa disciplina, a FGV costuma utilizar enunciados e alternativas longas e redundantes. Ela também tem o hábito de cobrar assuntos gramaticais de forma prática, pedindo que o candidato aplique “jogos de sentidos” em diferentes frases e situações.
“A banca tende a colocar textos somente para cansar o candidato. De cara, tente ir direto para o comando da questão, porque muitas vezes o texto de apoio pode ser dispensável”, aconselha o professor Dias.
Já a matéria de Raciocínio Lógico e Matemático apresenta questões com uma resolução longa e densa. Uma dica nesse caso é o candidato analisar previamente o edital e identificar em quais assuntos ele tem alto, médio e baixo rendimento.
As questões que abordam temáticas em que o desempenho do inscrito é alto ou médio podem ter um tempo de resolução maior, pois garantem pontos mais “certeiros”. E as questões em que o rendimento dele é baixo podem ser deixadas para o final, otimizando o tempo de prova.
No bloco de Geografia, os enunciados são curtos e diretos. Mas, diferente das outras disciplinas, ela exige um conhecimento conteudista do edital. Por isso, é preciso ter em mente conceitos como setor censitário, dinâmicas domiciliares, organização do espaço brasileiro, além de dominar a leitura e classificação de mapas de maneira aplicada à realidade.



