Sáb, 15 de Agosto

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Claudemir Gomes

Copa do Brasil é retirada do armário

 

 

O cardápio do futebol brasileiro não oferece jogos das Séries A e B, neste final de semana, mas surpreende o torcedor com o ressurgimento da Copa do Brasil, cuja disputa alcança às oitavas de final. Paralisada há dois meses, a última rodada foi disputada no dia 14 de maio, a competição reúne, na atual fase, 14 times da Série A e 2 da Série B: Fortaleza e Juventude.    

A Copa do Brasil segue sendo “vendida” como a competição mais democrática do futebol brasileiro por abrigar, no seu guarda-chuva, clubes de Norte a Sul do País. Todos os jogos têm caráter eliminatório, fato que promove uma triagem natural e gradativa onde se sobressaem os clubes de melhor qualidade técnica. Naturalmente que, em se tratando de futebol, não podemos esquecer a possibilidade de surpresas, como aconteceu na fase anterior: a eliminação do favorito Flamengo pelo Vitória, como também, a classificação do Remo em cima do Bahia. Nas oitavas de final o Vitória medirá forças com o Atlético Paranaense e o Remo terá o Santos como adversário.

Os clubes que disputam o Brasileiro da Série A ficaram em recesso durante a Copa do Mundo. Somente agora estão entrando no ritmo normal das disputas. Alguns também estão participando, paralelamente, de competições continentais. As distorções, e o excesso de jogos, são imposições de um calendário maluco. O cenário do momento descredencia qualquer palpite para os confrontos de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Nos jogos de volta, que acontecerão no meio da próxima semana, será possível apontar os candidatos ao título.    

 

PODER QUE NÃO PODE

O futebol é cheio de armadilhas. Dentre elas, os poços de vaidades. A modalidade esportiva apresenta índices de crescimento assustadores, fato que torna o domínio do ego, cada vez mais, desafiador. Afogado nos poços da vaidade o homem perde a noção do seu limite. É quando explodem as crises de poder nos clubes. Isso ficou claro no episódio ocorrido no Santa Cruz. A confiança foi quebrada, o presidente, Bruno Rodrigues, apanhou os cacos e restaurou o vaso, mas a peça jamais será a mesma. Como disse o sábio Coronel Chico Heráclito de Limoeiro: “Infeliz do poder que não pode”.  

 

YES! I AM SANTA CRUZ

O jornalista, Luiz Felipe Moura, tricolor de corpo e alma, desfilava todo faceiro com uma camisa do Santa Cruz FC. Nenhuma novidade em se tratando de um torcedor fervoroso do Clube do Arruda. Mas os detalhes revelavam uma outra realidade. A camisa era do Santa Cruz norte-americano, clube semiprofissional com sede na cidade de Lowell, em Massachusetts. Fundado por um pernambucano de Caruaru, o Tricolor dos Estados Unidos tem as cores da cobra coral – vermelho, branco e preto. A agremiação foi criada com o objetivo de formar jovens visando as disputas do futebol universitário por intermédio de bolsas de estudos atléticas. O programa oferecido pelo clube é gratuito.

 

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