Seg, 08 de Junho

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Claudemir Gomes

Imaginação e realidade confundem torcedor

 

 

“Sofremos mais na imaginação do que na realidade”. A frase atribuída ao filósofo romano Sêneca, e que sintetiza um dos pilares do estoicismo, serve como mantra para qualquer torcedor. Há oito dias os rubro-negros se descabelavam ao imaginar uma série de fracassos ante a agenda de jogos a ser cumprida pelo Sport. Um sofrimento provocado pelo pressuposto. No campo do jogo, a realidade foi outra. Os comandados de Márcio Goiano venceram duas partidas, quebraram dois tabus, e construíram uma vantagem para a decisão desta quarta-feira, com o Fortaleza, na Ilha do Retiro, onde buscam uma vaga na final da Copa do Nordeste.

Sempre digo que, sem o torcedor, o futebol seria muito chato. A imaginação, a interpretação e a reação que emanam das arquibancadas são surreais. Sociólogos, psicólogos e antropólogos, por maior que sejam seus esforços, serão sempre surpreendidos pelos torcedores. Coisa da paixão. Afinal, o Sport que, há uma semana, para muitos estava fadado ao insucesso, hoje é favorito diante do mesmo adversário. E conta com o respaldo de milhares de amantes super otimistas, que num passe de mágica, descobriram qualidades em um conjunto que sempre esteve em prova.

Cobranças existirão sempre. E cada vez, em tom maior. O técnico Márcio Goiano sabe que, independente do resultado do confronto com o Fortaleza, novas cobranças virão a partir da quinta-feira, desta feita alusivas ao clássico com o Náutico, no próximo sábado, válido pelo Brasileiro da Série B. O torcedor do Sport é insaciável. O hino do clube é bem explícito sobre isso: “A vida a gente vive pra vencer”. Caso o time se classifique para as finais da Copa do Nordeste, os leoninos cobrarão a conquista do título, mesmo que, no imaginário, considerem o adversário com mais probabilidades de sucesso. O técnico pensa diferente, age sozinho com suas convicções. Tem que sobreviver às pressões internas, e externas. O padrão de jogo só é descortinado com vitórias e conquistas. O resto é imaginação. Ninguém melhor que o torcedor para dar asas a ela.

 

EXEMPLO CORINTIANO

A expulsão do ex-presidente, Andrés Sanchez, do quadro associativo do Corinthians, é um exemplo a ser seguido por outros clubes do futebol brasileiro. O ex-dirigente é acusado de usar cartão corporativo do clube para gastos pessoais de cerca de R$ 480 mil. Alguns gestores “assaltaram” os cofres dos clubes e ficou por isso mesmo.

 

NOVO PERNAMBUCANO

A proposta da FPF de unificar as Séries A1 e A2 numa única disputa do Campeonato Pernambucano é bem interessante. Evidente que, todo projeto quando posto em prática precisa ser ajustado. Mas, o novo modelo, além intensificar a disputa, deixará os clubes do Interior em atividade por um maior período. Alguns clubes estão se preparando para um retorno auspicioso, como o Paulistano. O estádio Nildo Pereira – Pereirão - em Serra Talhada, está passando por reformas. Sport, Náutico e Santa Cruz são os pilares do futebol pernambucano, mas outras raízes precisam ser irrigadas, coisa que há muito tempo não acontece. O novo modelo traz consigo movimento. Isso é vida.  

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