Neymar e o exército de Carlos Ancelotti
O assunto em pauta, em todo território brasileiro, nesta segunda-feira (18/05/2026), é a convocação dos jogadores que irão defender a Seleção na Copa dos Estados Unidos, México e Canadá. Tudo por conta da polarização criada em torno da inclusão, ou não, do nome de Neymar. Desde que o País foi dividido, pelo “cabo de guerra”, entre bolsonaristas e petistas, não se via uma formação de correntes como as dos prós e dos contra o atacante santista.
A coisa tomou uma proporção tamanha que a CBF resolveu transformar, uma simples convocação, num grande evento, no Museu do Amanhã, com show do cantor pernambucano, João Gomes. Sinais dos tempos. Papo reto: essa pompa toda que alimenta o futebol como um negócio super lucrativo, aumenta a distância, já existente, entre a seleção e o torcedor comum. Acompanhei a Seleção Brasileira vestindo jeans USTop. Hoje veste Ricardo Almeida. Os jogadores têm seus cabeleireiros especiais. É a Pátria de chuteiras coloridas.
A renovação do contrato do técnico Carlos Ancelotti até o final da Copa de 2030 foi um gol de placa. “Cesteiro que faz um cesto faz um cento, questão de cipó e tempo!”. O hexa em 2026 não passa de uma promessa. Em 2030 será uma realização. Evidente que o futebol é rico em surpresas. Mas Ancelotti não é um milagreiro. Apesar das incertezas, tudo, em qualquer modalidade esportiva, parte de uma lógica. A primeira grande enxurrada de críticas que o treinador irá receber será hoje, após o anúncio da aguardada lista. Com, ou sem Neymar, serão atiradas pedras e flores. Coisa da polarização.
Desde que se criou o – sim ou não – por Neymar na Seleção, o percentual de idiotice nas redes sociais aumentou assustadoramente. De repente, surge uma dependência que nos deixa em dúvida se o futebol segue sendo um esporte coletivo.
NÚMEROS VALIOSOS
Nos últimos quatro jogos o Náutico contabilizou três vitórias e um empate. Nas duas últimas apresentações, os comandados de Hélio dos Anjos marcaram dez gols. Os números dão o norte e credenciam a campanha alvirrubra. Uma vitória sobre o Cuiabá, sábado, nos Aflitos, pode selar a liderança da Série B.
NO CAMINHO CERTO
Numa Série C (Terceira Divisão), não se cobra futebol bonito. Se exige eficiência. O Santa Cruz do técnico Cristian de Souza tem sido eficiente. Ainda é cedo para se dizer que o treinador levará o Tricolor ao acesso, mas a sequência de duas vitórias logo na chegada é um bom presságio. “A pisada é essa!”, como diria Capiba.
AOS CAMPEÕES DE 76
Nesta terça-feira (19/05/2026), o Conselho Deliberativo do Náutico comemora o cinquentenário da conquista do Campeonato Brasileiro Adulto de Futsal Masculino de 1976. Mirinda, João de Deus, Tochó, Hilário, Pereira... Uma oportunidade para homenagear os protagonistas de um título memorável.


