Os encantos em meio século de mudanças
A Copa já começou! O anúncio foi feito pelo carroceiro, catador de papelão, que colocou uma bandeira brasileira na sua carroça. O salão de beleza da esquina está decorado com as cores verde e amarela. A padaria está toda ornamentada com motivos da Copa e da Seleção Brasileira. O médico, o advogado, o engenheiro, todos, passaram a escrever sobre futebol, revelando o cronista esportivo que dorme dentro do peito.
A internet é uma máquina do tempo que nos permite visitar jardins e quintais do passado, como também, nos viabiliza brincadeiras com IA que nos levam a desenhar o futuro por nós desejado. Assisti a um vídeo da Seleção de 70, a tricampeã do mundo. Zagallo convocou 20 jogadores. Todos vinculados a clubes brasileiros. A fase de treinamentos começou nas Paineiras, no Rio. A Seleção chegou ao México no dia 2 de maio, e somente estreou no dia 6 de junho. Pelé, Tostão, Jairzinho e Rivelino. Todos jogavam com a camisa 10 em seus clubes. Mas o craque tem lugar assegurado na seleção. Zagallo deu um jeito.
Tostão se recuperava de uma cirurgia para corrigir o deslocamento da retina. Parreira passou 45 dias dando atenção a ele em treinamentos especiais. O Brasil tinha 90 milhões de habitantes. Hoje, a nação está habitada por quase 300 milhões, Neymar foi convocado, mas ninguém sabe se ele terá condições de jogar. A espetaculosa convocação, com a assinatura de diversos investidores, corre o risco de se transformar em apenas mais um negócio do futebol.
Na concentração das Paineiras, os jogadores chegavam de táxi. Quarta-feira, na Granja Comary, em Teresópolis/RJ, os craques chegaram de helicóptero. O garoto que passou o dia de plantão na esquina, não teve o direito de ver o seu ídolo. O técnico Carlos Ancelotti vai dispor de 15 dias para treinos e dois amistosos. O jogo de estreia com o Marrocos, será no dia 13 de junho.
A Copa do México (1970) foi disputada por 16 seleções. A Copa 2026 – Estados Unidos, México e Canadá – vai reunir 48 equipes na disputa. O paralelo entre os dois momentos do maior espetáculo da terra produzido por uma única modalidade esportiva, nos leva a certeza de que “nada do que foi será, do jeito que já foi um dia”. Saudade de Pelé, Rivelino, Tostão, Jairzinho, Gerson...
RIVALIDADE DOMÉSTICA
O clássico – Sport x Náutico – neste sábado, na Ilha do Retiro, é sem dúvida o atrativo maior da décima-primeira rodada do Brasileiro da Série B. Além da rivalidade centenária que emoldura o confronto, os times irão a campo escudados nos artilheiros Vinícius (Náutico) e Perotti (Sport), com 5 gols cada.
HORA DA REVANCHE
Rubro-negros e alvirrubros decidiram o Pernambucano. O Sport levou a melhor no jogo final dos Aflitos. O clássico deste sábado não vai decidir a sorte dos times na Série B, mas o triunfo será uma condecoração para o técnico vencedor.


