Seg, 08 de Junho

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Claudemir Gomes

Preservar a memória é um grande desafio

Os rubro-negros comemoram, nesta quarta-feira (13/05/2026), os 121 anos de fundação do Sport Club do Recife. Impossível lembrar todos os nomes que construíram a história do clube que alguns tratam por “nação”, outros como “religião”, e para todos “é uma razão para viver”, como decretou o mestre, Eunitônio Pereira. Sendo assim: “Pelo Sport, tudo!”.

“Deve ser muito chato morar em Pernambuco e não torcer pelo Sport”. A frase do escritor, Ariano Suassuna, define bem o superlativismo do rubro-negro. Coisa da paixão. De um sentimento que não se explica, não se mede, mas que transformou o clube numa marca. O processo contínuo de mutação fez do Sport um clube contemporâneo do Século XXI.

Recebi do rubro-negro, Aluísio Maluf, uma crônica na qual ele transcreve parte do monólogo “Lágrimas na Chuva”, que enche de emoção o final do filme, O Caçador de Androides. Nada mais apropriado para refletirmos sobre a efemeridade das memórias no Clube da Ilha do Retiro: “Todos esses momentos se perderão no tempo como lágrimas na chuva”.

As mudanças geram os movimentos que dão vida e asseguram o crescimento do Sport. As divergências de ideias fortalecem a causa. Todos querem o clube para chamar de meu. Dessa forma a história se enriquece de personagens que se tornam protagonistas de fatos e feitos relevantes. Mas, como bem enfatiza o leonino Aluísio Maluf, “memórias, conquistas, tudo aquilo que parece eterno se dissolve como lágrimas na chuva”. Preservar a história é um grande desafio para qualquer clube centenário.

FESTIVIDADES NA ILHA

O discurso solene, na reunião do Conselho Deliberativo, em comemoração aos 121 de fundação do Sport, será proferido pelo presidente do Grupo EQM, Eduardo Queiroz Monteiro. As festividades na Ilha do Retiro começam às 18h com uma missa em Ação de Graças, na sede social.  

DIGNIDADE REPOSTA

Nada mais desconfortável para o torcedor do Sport do que, passar defronte da sede social do clube e ver o equipamento sem teto. Afinal, casa sem cumeeira é projeto, ou é ruína. A conclusão dos trabalhos da nova cobertura da sede é mais que um presente de aniversário. É a reposição da dignidade. A sede é um projeto do arquiteto Augusto Reynaldo, da década de 1950, do século passado, sendo um marco de modernidade da “Escola Pernambucana”.

A MAGIA DOS ÁLBUNS

Antes mesmo das seleções enviarem para a FIFA, a pré-lista dos convocados para a Copa, os álbuns de figurinhas já estavam fazendo a alegria da meninada. Só quem sabe o tamanho da satisfação de completar um álbum é quem conseguiu tal façanha. Uma magia que encanta gerações e embriaga pais, filhos, netos...

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