Seg, 08 de Junho

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Claudemir Gomes

Seleção surpreende e frustra torcedores

 

 

A Seleção Brasileira embarca hoje à noite para os Estados Unidos, onde, no dia 13 de junho, estreia na Copa do Mundo enfrentando o Marrocos. O que mais pesa na bagagem do voo fretado é a esperança pela conquista do hexa. Uma força motriz que precisa de muito embasamento para poder funcionar. Afinal, todos os postulantes ao título possuem esse misto de sentimento e estado de espírito.

Após a espetacular estreia de Pelé na Copa de 1958, na Suécia, quando o Brasil conquistou o primeiro título mundial, as atenções do planeta bola convergiram para o camisa 10 do Santos. Um famoso concurso, a nível nacional, foi lançado pelo Biotônico Fontoura com a pergunta: “Quantos gols marcará Pelé no Mundial de 62?” Por ironia do destino ele marcou apenas um, no primeiro jogo, contra o México. Uma lesão na virilha abreviou sua saída da Copa do Chile.

Passados 64 anos e pouco foi assimilado da grande lição de que uma seleção não pode ficar refém de um único jogador para conquistar uma Copa. O coletivo, o treinador, a estrutura, a unidade do grupo, esses e outros fatores não podem ser desprezados. A negligência a qualquer detalhe pode ser fatal. Dizem que os deuses do futebol acordam a cada quatro anos dispostos a afagos e castigos. Às vezes se curvam aos desejos dos homens, quando permitem os triunfos do “politicamente correto”, como aconteceu nos mundiais de 1966 (Inglaterra); 1974 (Alemanha) e 1978 (Argentina).

Alguns fatos são atribuídos ao “sobrenatural”, como o frustrante fracasso da Seleção Brasileira em 1982, no Mundial da Espanha, quando o fabuloso escrete, favoritíssimo ao título, montado pelo mestre, Telê Santana, sucumbiu ante a Itália. Assim como a goleada (7x1) imposta pela Alemanha em 2014. Em Copa não existe campeão antecipado.  

 

TORTURA DOS PÊNALTIS

Assisti à final da Champions League na ADTSA, a casa da GWM – House of Tomorrow. É o futebol trazendo o futuro para nós. Título merecido, o do PSG. Mas decisão por pênaltis é sempre doloroso num esporte coletivo. Aliás, após o jogo recebi mensagem do ex-zagueiro Estevam Soares, capitão do Sport na campanha do título brasileiro de 87. Ele relembrou o histórico jogo com o Guarani, quando os dois times já haviam cobrado mais de dez pênaltis. Estevam foi o oitavo jogador leonino a ser acionado nas cobranças. “Experiência terrível, da qual não esqueço nunca”, lembrou Soares. Os pênaltis me levaram à agonia, no México, em 86, e ao êxtase, nos Estados Unidos, em 94.

 

UM DEBOCHE

A violência virou um deboche no futebol pernambucano. Tudo com a conivência dos clubes. Não tem nenhum inocente nessa história. Às vezes é possível confundir o CNPJ dos clubes com os das Torcidas Organizadas. Do clássico – Sport 2x0 Náutico – se falou mais de BO do que do jogo jogado. Lamentável!

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