A-A+

Análise: Será o começo do fim da tributação dos carros europeus?

Carros estacionados no pátio do píer da Santos Brasil, a maior operadora de terminais de contêineres do país. - Moacyr Lopes Junior/Folhapress

O primeiro passo já foi dado pelo bloco do Mercosul. Vibrei com a notícia e comento aqui a satisfação que tenho de falar sobre a redução do imposto de importação para os carros a diesel e gasolina. 

Em mais 15 anos nada será pago de imposto sobre os veículos, assim como já acontece com os mexicanos, por exemplo. Mas digo que isso pode não vai significar um repasse imediato para o comprador, infelizmente. 

O preço livre praticado pelas montadoras permite aqueles sonoros ou silenciosos reajustes que deverão se transformar em mais lucro com o imposto zerado lá na frente. Fique de olho no tema.
Hoje, se você opta por um importado fora do eixo do Mercosul e México, a alíquota é de 35% e vai para 17,5% para as empresas que trazem até 32 mil autos para o Brasil. O acordo lançado em 2019 tem um cronograma de “destarifação”. 

Lembro que a medida vale para os carros de até seis ocupantes e com motorização limitada ao 3.0 litros. Serão sete anos desse jeito para a cota sumir de vez no oitavo ano. Reforço também que no final do ano oito, os carros que ficarem de fora do texto também terão seus impostos zerados.

Ah! Os europeus não fizeram isso do nada. Sabem do que a China é capaz e de como o mundo vem mudando em termos de competição.

Veja também

Após pedir troca, PL indica novo presidente para Banco do Nordeste
Indicação

Após pedir troca, PL indica novo presidente para Banco do Nordeste

Corte alemã pode ter decisão sobre Brumadinho em quatro meses
Brumadinho

Corte alemã pode ter decisão sobre Brumadinho em quatro meses