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Peugeot 2008 híbrido leve: economia real ou só no papel? Confira

Test drive mostra ganhos reais, mas sem salto expressivo

Peugeot 2008 conta com sistema híbrido leve no Brasil, na versão GT T200 Hybrid AT, que tem proposta de mais eficiência no dia a dia, sem abrir mão do conforto e da proposta urbana do SUV.Peugeot 2008 conta com sistema híbrido leve no Brasil, na versão GT T200 Hybrid AT, que tem proposta de mais eficiência no dia a dia, sem abrir mão do conforto e da proposta urbana do SUV. - Pedro Bicudo/Stellantis

A eletrificação já não é mais exclusividade de modelos caros ou plug-in. Aos poucos, ela começa a aparecer de forma mais acessível, inclusive em SUVs compactos. É nesse movimento que o Peugeot 2008 passa a adotar o sistema híbrido leve de 12V, com a promessa de reduzir consumo sem exigir mudanças na rotina.

O modelo mantém a proposta de SUV urbano confortável e equilibrado. Durante nosso test drive, a direção leve e a boa estabilidade se destacaram no uso diário.

Porém, diferente do seu irmão menor, o 208, ele parece sentir mais o peso nas subidas, exigindo maior esforço do motor. Ainda assim, o conjunto entrega uma condução previsível e segura, com foco maior em conforto do que em desempenho.

Confira como o sistema híbrido leve atua na prática e onde ele realmente faz diferença.

O que muda com o sistema híbrido leve

Sistema MHEV 12V do Peugeot 2008 atua como assistente do motor a combustão, recuperando energia nas frenagens e auxiliando nas acelerações para melhorar a eficiência. Sistema MHEV 12V do Peugeot 2008 atua como assistente do motor a combustão, recuperando energia nas frenagens e auxiliando nas acelerações para melhorar a eficiência | Foto: Pedro Bicudo/Stellantis
 
O modelo passa a contar com sistema MHEV 12V, que atua como apoio ao motor a combustão. O conhecido 1.0 Turbo 200 flex segue como protagonista, com até 130 cv e 20,4 kgfm, agora assistido por um motor-gerador elétrico.

O conjunto utiliza um sistema BSG (Belt Starter Generator), com duas baterias de 12V e gerenciamento eletrônico. Ele recupera energia nas frenagens e a devolve nas acelerações, reduzindo o esforço do motor em alguns momentos.

Na prática, funciona como um alternador inteligente, com atuação discreta, mas constante.

Consumo: melhora existe, mas é contida
A promessa é de até 10% de ganho no consumo urbano. Durante o teste, o 2008 registrou cerca de 13 km/l na cidade com gasolina e 9,0 km/l com etanol.

Na prática, a economia existe, mas é discreta. Ela aparece principalmente no uso urbano, em situações de trânsito intenso, nas quais o sistema consegue atuar com mais frequência nas frenagens e retomadas.

Não se trata de uma mudança significativa no padrão de consumo, mas de uma melhora consistente ao longo do tempo. Em rodovias, o impacto é menor e pode passar quase despercebido.

Com o sistema híbrido leve, o Peugeot 2008 registra ganhos modestos: cerca de 13 km/l na cidade com gasolina, com melhor desempenho no uso urbano. Com o sistema híbrido leve, o Peugeot 2008 registra ganhos modestos: cerca de 13 km/l na cidade com gasolina, com melhor desempenho no uso urbano | Foto: Pedro Bicudo/Stellantis

Diferença para outros híbridos
O MHEV do 2008 não transforma o SUV em um híbrido completo. Não há condução em modo elétrico nem recarga externa.

Isso o posiciona como uma solução intermediária. É mais eficiente que um modelo puramente a combustão, mas distante da experiência de híbridos tradicionais ou plug-in, que conseguem rodar sem o motor térmico em determinadas situações.

Interior e tecnologia
Por dentro, o modelo mantém bom nível de acabamento e tecnologia. A central multimídia de 10,3 polegadas oferece conectividade sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, com resposta rápida.

O painel digital exibe informações do sistema híbrido, como fluxo de energia e regeneração. Bancos envolventes e detalhes como pedais metálicos reforçam a proposta mais esportiva.

Por outro lado, o espaço traseiro não é destaque e pode limitar o conforto em viagens com mais passageiros.

Cabine do Peugeot 2008 impressiona pela tecnologia e conforto.
Central multimídia de 10,3” com conexão sem fio e o i-Cockpit com painel digital elevado, que exibe fluxo de energia e dados do sistema híbrido, reforçam a proposta tecnológica do modelo | Foto: Pedro Bicudo/Stellantis

Design permanece sem novidades
Externamente, o visual praticamente não mudou. A principal diferença é o emblema “Hybrid” na traseira.

A ausência de atualizações mais visíveis pode soar conservadora, especialmente diante de concorrentes que usam mudanças de design para reforçar a evolução tecnológica.

Com linhas marcantes e identidade bem definida, o Peugeot 2008 mantém os faróis com assinatura em
Com linhas marcantes e identidade bem definida, o Peugeot 2008 mantém os faróis com assinatura em “garras de leão”. | Foto: Pedro Bicudo/Stellantis

 Vale a pena?
O sistema MHEV do Peugeot 2008 entrega ganhos reais de consumo, especialmente no uso urbano, mas está longe de representar uma mudança significativa na prática.

Funciona como uma evolução pontual, que melhora a eficiência sem alterar a experiência ao volante ou a rotina do motorista.

Para quem busca economia sem abrir mão de um carro convencional, faz sentido. Mas quem espera uma redução mais perceptível pode considerar os ganhos limitados.

A economia real não é só no papel, mas também não muda o jogo.

A única mudança visível é o discreto emblema A única mudança visível é o discreto emblema “Hybrid” na traseira. | Foto: Pedro Bicudo/Stellantis

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