Investir em imóveis: agora é um bom momento?

Imóveis são opções de investimento - Bruno Campos/Arquivo Folha

Com a queda histórica da Selic, que hoje está em 2%, e a perda de rendimento de alguns investimentos financeiros, inclusive a baixa rentabilidade da poupança, a realidade do mercado imobiliário mudou. 

Muitos investidores começaram a buscar em propriedades uma forma mais rentável e segura para aplicar dinheiro. E com as várias medidas anunciadas pela Caixa Econômica Federal para manter o setor aquecido, como o anúncio de descontos de até 75% a quem tem financiamento, e a redução das taxas para quem quer financiar com recursos da poupança. 

No Homer, aplicativo gratuito que oferece soluções tecnológicas aos corretores de todo o Brasil, mesmo neste cenário de pandemia, foi possível notar que houve um aumento de 25% na procura de clientes por imóveis, e 46% dos corretores afirmaram ter feito novos negócios durante a quarentena.

De que forma a Selic em 2% impacta positivamente na compra de imóveis?

A taxa Selic, que é o Sistema Especial de Liquidação e Custódia, é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela consiste na média de juros que o Governo paga para emprestar dinheiro dos bancos. Quanto mais baixa, mais barato fica para os consumidores conseguirem crédito com os bancos. 

É aí que está a relação da Selic com o mercado imobiliário. Uma das maneiras mais conhecidas dos bancos de conceder quantias altas às pessoas é através de financiamentos imobiliários, para a compra de imóveis. "Com a Selic menor, quem quiser financiar uma casa hoje vai pagar muito menos que pagaria no ano passado, por exemplo, quando a taxa estava maior. Quem pode adquirir uma propriedade agora sairá na vantagem - financeiramente falando", explica Livia Rigueiral, CEO do Homer.

Comprar um imóvel também é uma forma de investir, pois permite que o comprador aproveite toda a solidez do mercado financeiro para ter uma propriedade em seu nome, tenha um ganho financeiro - com a possibilidade de valorização do imóvel -, e tenha liquidez, caso seja necessário obter dinheiro rápido com a venda deste bem. Para a CEO do Homer, neste momento de incertezas que estamos vivendo devido à crise causada pelo coronavírus, adquirir um imóvel é fazer um investimento seguro, porque viabiliza um retorno também através de aluguéis, e da venda.

E quais as vantagens do pacote de medidas anunciado pela Caixa?

Só com a redução da Selic, o cenário já estava favorável a novos financiamentos imobiliários. E para melhorar ainda mais, a Caixa Econômica Federal anunciou várias medidas, que incluem: Carência de seis meses aos novos contratos de financiamento, que permite que o comprador tenha o prazo de até 6 meses para começar a pagar as parcelas; Desconto de 50% a 75% na parcela do financiamento; E redução das taxas - o teto passou de 8,5% para 8% (mais a taxa referencial), e o piso foi de 6,5% para 6,25% (mais a taxa referencial). Para Livia Rigueiral, essas ações dão um fôlego financeiro a mais às pessoas que financiaram um imóvel e que podem estar com dificuldades para pagar o valor cheio, e deixam o crédito imobiliário mais acessível, mais atraente e vantajoso aos consumidores, ao colocar as taxas num patamar menor quando comparadas às praticadas no mercado.

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