Juros altos reforçam renda fixa, dizem especialistas

Aelevação da taxa Selic para 13,75% ao ano tornou essa opção mais atrativa para o investidor

Bolsa de Valores - Cris Faga/Folhapress

A taxa Selic foi elevada para 13,75% ao ano, mais 0,5 ponto percentual, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. O aumento dos juros serve para conter a inflação. Esses aumentos começaram ainda em 2021, quando o Brasil estava com uma Selic de 2% a.a., e não parou de subir desde então. Nesse cenário de juros altos, os ativos que devem ser atrativos para os investidores são a renda fixa e, para quem tem um perfil mais apetitoso, a Bolsa também pode ser uma boa oportunidade. 

“Esse é um cenário que é atrativo para renda fixa. O investidor às vezes não quer tomar risco, então ele vai para renda fixa. Se você pega como referência os títulos públicos, você vai ter o juros pós-fixado, que ele vai acompanhar essa alta de juros, e você vai ter os juros prefixados, com uma taxa já fixa, ou seja, na hora que você compra aquele título você já está definindo quanto você ganha até uma data de vencimento determinada”, explanou Paulo Pereira Filho, líder regional da XP Investimentos no Nordeste, durante a Expert XP, grande festival de investimentos que aconteceu em São Paulo na quarta e quinta-feira.

Expert XP 2022Expert XP 2022. Crédito: Expert XP/Divulgação

Em busca de segurança  

Para um perfil de investidor que prefere mais segurança, a renda fixa é a indicação de Idean Alves, sócio da Ação Brasil Investimentos. “Para quem tem um perfil mais conservador, o investimento mais indicado, sem dúvida, continua sendo a renda fixa, principalmente a pós-fixada, em que você vai conseguir acompanhar essa alta da Selic. E, como alguns especialistas dizem, a gente ainda pode ter novas altas para controle da inflação, então talvez seja um bom cenário para a gente ter investido de forma pós-fixada”, analisou. 

Apetite maior  

Por outro lado, para quem tem um apetite maior ao investimento, especialistas do mercado indicam a Bolsa. “Os preços das ações das empresas estão muito baixos frente ao que a gente tem de expectativa de crescimento para elas. Então, de certa forma, se tornam atrativas, está muito barato, vamos dizer assim”, avaliou Paulo Pereira.

O especialista Idean Alves concorda, mas faz um alerta para quem pretende investir nesse ativo. “Quem tem uma visão de médio a longo prazo, 3 a 5 anos é, sem dúvida, um dos melhores momentos. Está muito atrativo para quem está visando um prazo maior. Agora, no curto prazo, vai ter muita volatilidade. Só tem que ter esse aviso. Está barato, mas vai oscilar bastante. Então, para quem não tem ‘estômago’, é melhor ficar de fora”, analisou Alves.

Títulos públicos  

“Para o investidor conservador, eu acho que aplicar em títulos públicos hoje dá um bom rendimento, num baixo risco. E para o investidor mais agressivo, eu gosto muito de ações brasileiras. Eu acho que as ações brasileiras estão muito baratas e certamente quem puder investir em um horizonte de tempo maior, sabendo que vai enfrentar uma volatilidade, vai fazer um bom investimento ao longo do tempo”, indicou o analista de investimentos, Tiago Reis. 

Mesmo com as orientações, os especialistas recomendam que o investidor analise seu perfil através dos seus objetivos, situação financeira e conhecimento sobre o conteúdo para a decisão dos seus investimentos. “Esse cenário mais adverso traz uma oportunidade de a gente se aproximar ainda mais dos clientes. Mesmo neste exemplo de cenário, não significa que são sempre períodos difíceis nos investimentos. Há oportunidades para os investidores”, acrescentou Paulo Pereira.

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