Poupança: uma forma segura de perder dinheiro

Camila Haeckel do Inspiração Invest e Bruno Gueiros Lacerda - Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A Folha Finanças entrevistou Bruno Gueiros Lacerda, agente autônomo de investimentos registrado na CVM/ANCOR e vinculado a XP Investimentos, sócio da Athena-BGA Investimentos. Ele foi convidado por Camila e Eduarda Haeckel, do Inspiração Invest, parceiros deste blog.

Bruno fala sobre como a poupança não é uma forma segura de investir, fazendo com que o lucro não seja vantajoso para o investidor, apresentando uma rentabilidade baixa.

O agente autônomo conta ainda quais as melhores formas de se investir para ter um bom retorno.

Bruno Gueiros Lacerda é graduado em Administração pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e conta com um MBA em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas. O agente tem mais de 20 anos de experiência no mercado, passando por bancos como Itaú e Pan, no setor de investimentos para clientes de alta renda. Hoje, Bruno é sócio da Athena-BGA Investimentos que é o maior escritório de investimentos vinculado a XP em Pernambuco, com mais R$ 1,2 bilhão de ativos sob custódia e 2,5 mil clientes ativos.

Confira a entrevista com Bruno, e as dicas de como investir.

Qual sua avaliação para o investidor de poupança?

O mundo vive em mudanças constantes e apesar da poupança ser o investimento culturalmente mais usado, as pessoas precisam atentar para mudar suas atitudes, nosso jeito de pensar e de investir. Por natureza o ser humano é resistente à mudança e tende a se acomodar, mas não faz sentido continuar investindo em produtos que não rentabilizam seu dinheiro devidamente.

Por que a poupança não tem boa rentabilidade?

A poupança pode ser interessante para quem quer iniciar uma vida de investidor, mas apenas como primeiro passo, logo que tiver uma reserva maior, o investidor deve procurar um assessor de investimentos qualificado para que possa ser orientado em busca de rentabilizar o seu recurso. Não faz sentido manter recurso em poupança no cenário atual, hoje com CDI na faixa de aproximadamente 2% ao ano. Na poupança o investidor vai receber 70% do CDI, ou seja será remunerado em 1.4% ao ano. Então imagina que a inflação deve ficar em torno de 2% ao ano, a gente consegue entender que a poupança não vai nem atualizar seu capital perante inflação, o investidor efetivamente perde dinheiro ao longo do tempo.

Qual sua indicação diante deste cenário?

Primeiro o investidor precisa consultar um bom assessor de investimento e que neste momento deve passar todas as informações para que seja identificado o perfil do investidor, suas necessidades, prazos de investimento, e tolerância a riscos.

Mas um investidor conservador tem alternativas mais rentáveis e seguras?

Sim. Da mesma forma que poupança, existem vários títulos de renda fixa que são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e que protegem o investimento em até R$ 250 mil reais, ou seja CDB, LC, LCI , LCA e Poupança possuem a mesma proteção, então podemos dizer que possuem o mesmo risco.

Que investimento seria mais recomendado?

Inicialmente precisa avaliar o perfil do investidor, mas sendo prático, é mais racional investir em uma LCA ou LCI que também possuem a mesma vantagem da isenção do Imposto de Renda em cima dos rendimentos, porém no entanto hoje no mercado existe com facilidade este tipo de produto com taxas 30% ou 40% maiores do que a remuneração via poupança e mantendo mesmo nível de risco e característica com relação a isenção de Imposto de Renda.

Qual sua recomendação atual?

A era dos juros baixos exige que o investidor deixe sua zona de conforto para ganhar mais, faz sentido procurar um especialista, não se deixe enganar, o Brasil do juro alto não existe mais e precisamos nos atualizar para o futuro, a nova cultura será via “educação”, hoje somos focados em ajudar o investidor a investir melhor e este é o caminho, “ensinar o investidor a não perder dinheiro”.

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