Recife Outlet: entenda as vantagens e como funciona o empreendimento

Eduarda Haeckel, do Inspiração Invest, e Paulo Perez Machado, co-fundador da TT Work e do Grupo BCI, responsável pelo Recife Outlet - Divulgação

A Folha Finanças desta semana entrevistou Paulo Perez Machado, é co-fundador da TT Work e do Grupo BCI, responsável pelo Recife Outlet. Ele foi entrevistado por Eduarda Haeckel, do Inspiração Invest, parceira deste blog, publicitária com MBA em Marketing e cofundadora da Editora Inspiração.

Na conversa, Machado fala sobre os desafios na construção do novo empreendimento, o Recife Outlet, que foi inaugurado no início deste mês em meio à pandemia da Covid-19. Ele aborda ainda outros temas que envolvem o Outlet, como a ideia para o negócio e as vantagens de realizar as compras no local.

O Recife Outlet foi inaugurado no último dia 7, com foco no varejo e está localizado no km 20 da BR-232, no município de Moreno. No local, estão reunidas marcas deste conceito de negócio, como Diesel, New Balance, Tommy Hilfiger, Guess, Kipling, Levis e Spicy, entre outras, oferecendo até 70% de desconto. 

Paulo Perez comanda o conglomerado do Grupo BCI, com mais de 20 anos de experiência, que tem forte atuação no setor de combustíveis, tais como distribuidora de combustíveis, terminais de armazenamento, importação e logística, além da montadora de motocicletas, Shineray. 

Confira a seguir a entrevista com Paulo Perez Machado.

De onde surgiu a ideia de investir no varejo, mais especificamente na operação de Outlet? 

Os brasileiros sempre tiveram o costume de fazer compras em outlets no exterior. Há alguns anos, percebemos que esse conceito de negócio chegou a grandes capitais brasileiras, como São Paulo e Salvador, e foram bem recebidos pelo público consumidor. 

Enxergamos que faltava esse tipo de empreendimento aqui no Estado, que é um grande centro de consumo, não só na Região Metropolitana do Recife, mas também em grandes cidades, como Caruaru e Garanhuns. Identificamos essa oportunidade e quisemos preencher esse canal de venda que é o outlet: produtos de ponta, com descontos de até 70% em um local de fácil acesso e, no nosso caso, com impacto em 115 municípios, num raio de 100km. A ideia foi algo que nos encheu os olhos.  

Como funciona a política de descontos do Recife Outlet? Qual a vantagem desse tipo de operação para as grandes marcas? 

A política de desconto do Outlet parte de um acordo contratual que exige que as lojas devem ter pelo menos 70% de seu mix de produtos com descontos de pelo menos 30%.  

O fundamento dos descontos nos produtos se inicia pela localização do empreendimento, que é mais barata, a estrutura de obra também é mais enxuta e, portanto, tem um custo menor, e o custo de ocupação das lojas também é mais em conta, pois a estrutura do outlet é ao ar livre, não se tem grande espaço para estoque, tem-se a cultura do autosserviço, o que demanda menos estrutura de pessoal para as lojas, dentre outros fatores. 

Soma-se a isso os descontos praticados pelas fábricas em itens de coleções anteriores ou até o desenvolvimento de linhas exclusivas para o outlet. Esses fatores combinados proporcionam itens de marcas de altíssima qualidade e com bons preços. 

Qual a importância desse empreendimento para Pernambuco? 

Somos o grande outlet da região, o único entre o Rio Grande do Norte e Sergipe. Ficamos numa localização em que trafega mais de 30 mil veículos por dia, situada entre 2 capitais e atingindo 115 municípios. Já geramos cerca de 2 mil vagas de emprego e queremos gerar muitas mais. Além disso, não temos dúvidas de que também seremos uma grande atração turística no Estado.

Esse empreendimento teve início em 2019 e, portanto, foi idealizado antes da pandemia da Covid-19. Como vocês enxergam o impacto da pandemia no Recife Outlet? 

Entre a concepção do projeto e a sua finalização, foram 2 anos completamente atípicos, que fizeram todos os empreendedores repensarem seus negócios e suas estratégias. Conosco não foi diferente. Entretanto, a pandemia validou muitos pontos importantes do nosso negócio. 

O primeiro, sem dúvidas, foi a concepção de ser um shopping ao ar livre. O segundo foi a questão do consumo consciente. Percebemos que, durante a pandemia, as pessoas ficaram mais atentas na hora de consumir, pesquisando preços e avaliando de forma criteriosa a qualidade dos produtos. 

Por fim, a nossa localização. As pessoas, notadamente os recifenses, passaram a usar mais a segunda residência durante a pandemia, frequentando mais as casas de campo, o que, para nós, foi um ponto muito positivo pois viramos uma parada estratégica para quem frequenta essa região.  
 

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