Risco de 2ª onda no País e vacina: qual o momento certo para investir? Confira dicas

Investimentos na bolsa devem ser feitos com cautela - Miguel Schincariol/AFP

O risco de uma segunda onda de Covid-19 no País assombra muitos investidores. Por outro lado, apesar da insegurança de que um novo lockdown seja necessário para frear a proliferação da doença, a possibilidade de liberação de uma vacina traz uma segurança para que a tranquilidade volte para o mercado financeiro. Especialistas recomendam que nesse momento de incerteza no País, a melhor posição a se tomar é manter a carteira diversificada e não tomar decisões que fujam da estratégia adotada.

Segundo o sócio da Finacap Investimentos, Alexandre Brito, historicamente o aconselhável é que as pessoas que investem tenham uma carteira diversificada de investimentos, para sempre ter alternativas de onde recorrer em momentos de crise econômica.

“O que a gente vê historicamente, que o principal é ter uma carteira bem diversificada, nem muito concentrada em renda variável, mas nem concentrada em conservador, para poder se proteger em momentos assim. O mais complicado é tentar prever algumas coisas, se posicionar de uma forma e acontecer outra coisa”, disse.

Para o sócio da Múltiplos Investimentos, João Victor Scognamiglio, caso uma segunda onda de Covid-19 aconteça, o momento pode não ser tão ruim para o mercado, já que o mundo financeiro já sabe lidar com o cenário da pandemia.

“Estaríamos mais preparados, isso faz com que o mercado esteja protegido. O ponto principal é o investimento de certa forma. Quando a gente fala disso, as pessoas pensam em boa hora de comprar ações, vender. Não existe a melhor hora de comprar, investimento é algo ao longo da vida”, afirmou.

Na avaliação do economista e professor do Cedepe Business School, Tiago Monteiro, se houver alguma chance de arriscar um investimento, que só seja feito se trouxer segurança nos outros. “A cautela é a tônica do mercado, investimentos seguros, mesmo que seja negativo, mas você tem a segurança do dinheiro lá. Quando se corre atrás de uma rentabilidade maior, tem uma incerteza”, finalizou Tiago.

Confira mais detalhes no caderno Mercado da edição da Folha Mais deste fim de semana (31/10 e 01/11). 

 

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