Atenção aos sinais: saiba como proteger o sistema urinário do seu pet
Mudanças na frequência urinária podem ser sinais de alguma doença do trato urinário
Cuidar de um pet é estar atento aos vários sinais que esse animal vai demonstrar no comportamento, visto que eles não se comunicam na nossa linguagem. Perceber as mudanças no comportamento urinário de cães e gatos é um dos pontos que precisam ser acompanhados pelos tutores.
Um gato que começa a passar mais tempo na caixa de areia ou um cão que tenta urinar várias vezes durante o passeio pode estar demonstrando sinais sutis de desconforto. Embora essas alterações nem sempre indiquem um problema grave, podem ser os primeiros indícios de doenças do trato urinário, condições relativamente comuns na rotina clínica veterinária.
Alterações relacionadas à bexiga, uretra e rins podem afetar os pets e, quando não identificadas precocemente, podem comprometer o conforto e a qualidade de vida.
Nos gatos, essas alterações merecem atenção especial. A chamada doença do trato urinário inferior dos felinos (DTUIF) está entre as condições mais frequentes e pode envolver inflamações da bexiga, formação de cristais ou cálculos urinários e até obstrução uretral, uma situação considerada emergência veterinária.
“Os gatos são particularmente sensíveis a alterações urinárias. Pequenas mudanças na rotina, no consumo de água ou na dieta podem influenciar o equilíbrio do trato urinário”, explicou Atana Farias, médica-veterinária da Avert Saúde Animal.
Nos cães, embora a incidência de obstruções seja menor, também são comuns quadros como cistites bacterianas, infecções urinárias e cálculos na bexiga, que podem provocar inflamação e desconforto.
Independentemente da espécie, alguns sinais costumam indicar que algo não está bem. O tutor deve atentar-se a sinais como: aumento da frequência urinária, esforço ou dor ao urinar, presença de sangue na urina, vocalização durante a micção e xixi fora do local habitual, especialmente no caso dos felinos.
Quando esses sinais aparecem, a avaliação veterinária deve ser feita o quanto antes. Isso porque as doenças urinárias podem ter diferentes causas e exigem diagnóstico preciso para que o tratamento seja adequado.
“O diagnóstico geralmente envolve avaliação clínica, exames de urina e, em alguns casos, exames de imagem. Esses recursos ajudam a identificar se há infecção, inflamação, presença de cristais ou outras alterações no sistema urinário”, explicou Atana.
Além do tratamento específico para cada condição, o manejo clínico costuma envolver mudanças na dieta, estímulo ao consumo de água e controle de fatores ambientais que possam contribuir para o estresse, aspecto especialmente relevante no caso dos gatos.
“O acompanhamento veterinário é fundamental para definir a melhor abordagem em cada caso, considerando o histórico do animal, a alimentação, o estilo de vida e possíveis predisposições”, afirmou a veterinária.
No dia a dia, algumas medidas ajudam a manter a saúde do trato urinário: estimular a ingestão de água, manter a alimentação adequada, garantir ambientes tranquilos e realizar acompanhamento veterinário regular.
Mais do que tratar doenças já instaladas, o cuidado com o sistema urinário também envolve prevenção e manejo adequado ao longo da vida. Com atenção aos sinais e orientação profissional, é possível reduzir riscos e garantir mais conforto e bem-estar para cães e gatos.



