Sáb, 15 de Agosto

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Frio não diminui a importância de beber água: saiba como manter seu pet bem hidratado no inverno

É essencial garantir que pets tenham acesso constante à água fresca e limpa

Hidratação adequada é fundamental para o funcionamento saudável dos rins do seu animalzinhoHidratação adequada é fundamental para o funcionamento saudável dos rins do seu animalzinho - Canva

No inverno não faz tanto calor, a refrescância buscada na água não é tão necessária e nem há perda de água pelo suor como nas outras estações.

Por conta disso, alguns animais tendem a consumir menos água na estação mais fria do ano. A problemática da mudança de comportamento vem nos riscos que a prática traz para os rins, que utilizam a água para filtrar substâncias no corpo. 

“Os rins contribuem para a manutenção do equilíbrio interno do organismo mantendo um ambiente adequado para o funcionamento saudável de todos os órgãos e sistemas do corpo. Qualquer disfunção renal pode levar ao surgimento de uma série de problemas de saúde nos animais, incluindo desequilíbrios eletrolíticos, pressão arterial alta, anemia, comprometimento do sistema imunológico e até mesmo insuficiência renal, uma condição grave e potencialmente fatal se não for tratada adequadamente. Desta forma, os tutores devem se atentar aos cuidados com a saúde renal dos pets”, explicou Marina Tiba, médica veterinária da Ceva Saúde Animal. 

Quando há um consumo menor de água, os rins do animalzinho passam a produzir uma urina muito concentrada. Isso, por si só, não causa doença renal crônica, que é o principal problema renal a atingir pets, mas pode favorecer problemas do trato urinário, como formação de cristais, cálculos e inflamações, além de aumentar a carga de trabalho dos rins ao longo do tempo.

A principal forma de prevenção de doenças renais é através de consultas de rotina, mas o tutor precisa ainda estar atento a possíveis sinais de alerta que podem indicar problemas renais em seu pet.

Estes incluem aumento da sede e micção, perda de apetite, letargia, vômitos, perda de peso e alterações na qualidade ou quantidade de urina produzida. Se algum desses sinais for observado, é essencial procurar orientação veterinária imediatamente.

Idade

Cães e gatos idosos estão mais propensos a várias doenças, inclusive às complicações renais. Os rins envelhecem junto com o organismo e, ao longo dos anos, as estruturas responsáveis por filtrar o sangue sofrem desgaste natural e perdem parte da capacidade de funcionar. 

Nos gatos, esse risco é ainda maior por causa da biologia da espécie. Eles costumam ingerir pouca água espontaneamente, produzem urina bastante concentrada e vivem muitos anos, fatores que fazem da doença renal crônica uma das enfermidades mais comuns na geriatria felina.

Gatos costumam beber menos água
Gatos costumam beber menos água que os cães - Canva

A doença renal crônica, que tem alta incidência em pets idosos, costuma ser progressiva e silenciosa. Isso porque os rins possuem uma grande capacidade de compensação, então os sinais clínicos geralmente só aparecem quando cerca de dois terços (aproximadamente 66%) a três quartos (cerca de 75%) da função renal já foram perdidos. Por isso, a recomendação é realizar check-ups semestrais, especialmente para cães e gatos com idade já avançada. 

Como driblar o desinteresse pela água? 

Para cães e gatos que bebem pouca água, a estratégia é tornar a hidratação mais atrativa e acessível. Segundo a veterinária Marina Tiba, um dos principais aspectos do cuidado renal é o fornecimento de uma dieta balanceada e de boa qualidade e acesso constante à água fresca e limpa.

A água deve ser trocada pelo menos uma ou duas vezes ao dia, e os recipientes precisam ser higienizados com frequência para evitar o acúmulo de sujeira e microorganismos que podem alterar o sabor e o odor, afastando os animais.

Também é recomendado distribuir vários potes de água pela casa, principalmente em ambientes onde o pet costuma descansar ou passar mais tempo. 

No caso dos gatos, a escolha do recipiente faz diferença: muitos preferem tigelas largas e rasas, que evitam o contato dos bigodes com as bordas, além de materiais como vidro, cerâmica ou inox, que não retêm odores com facilidade.

Na alimentação, a hidratação pode ser reforçada com o uso de alimentos úmidos, como sachês e patês, que possuem elevada quantidade de água e ajudam a complementar a ingestão de líquidos ao longo do dia. 

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