Maus-tratos e tráfico: cadelinha era usada para transportar drogas em Santa Catarina
A filhotinha de buldogue francês Antonieta foi socorrida com 55 pedras de crack no organismo
Uma cadelinha precisou ser socorrida às pressas após ingerir 55 pedras de crack em Joinville, Santa Catarina. Antonieta, uma filhotinha de buldogue francês de apenas três meses, estava em estado gravíssimo, apresentando convulsões, arritmia cardíaca, alterações gastrointestinais e sangramento nasal.
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O caso aconteceu em 17 de abril, e Antonieta passou por um procedimento no qual precisou vomitar 48 pedras da droga, enquanto o restante teve que ser retirado por meio de uma endoscopia de emergência. Após a intervenção, Antonieta passou por um período crítico em uma UTI veterinária em Curitiba (PR), onde permaneceu sob cuidados intensivos para estabilizar seu quadro de saúde.
Além da intoxicação severa por entorpecentes, os médicos identificaram sinais claros de negligência e maus-tratos, como a ausência total de vacinação e de vermifugação.
Nas redes sociais, a clínica onde a cadelinha foi internada compartilhou momentos de sua recuperação, que foi gradativa.
A situação vivenciada por Antonieta levanta sérias suspeitas sobre o uso de animais para o transporte ou ocultação de entorpecentes.
Segundo a Guarda Municipal, a ex-tutora de Antonieta foi detida ao ser flagrada atuando no tráfico de drogas. De acordo com a corporação, a mulher usava tornozeleira eletrônica e tentou esconder pedras de crack ao perceber a presença da guarnição.
Apesar de Antonieta estar agora em quadro estável, o caminho para a recuperação total ainda é longo.
"Antonieta recebeu alta da internação e seguirá em tratamento para pancreatite, colite e gastrite. Acredito que em duas semanas ela receberá alta completa", contou, no Instagram, a médica-veterinária Lillian Boom, responsável pelo atendimento da cadelinha.
A boa notícia, no entanto, é o novo lar que espera pela cadelinha.
"Quem vai adotar ela é o policial que atendeu a ocorrência", informou a médica-veterinária.
A Justiça determinou, levando em consideração a situação na qual a cadelinha se encontrava, que ela não retornará ao lar anterior.



