Raças do Brasil: fila brasileiro, a primeira raça brasileira reconhecida internacionalmente

Calado, paciente e fiel, o fila brasileiro é um cachorro capaz de se sacrificar por seus tutores

Fila brasileiro, primeira raça brasileira reconhecida internacionalmente - Nilton / CBKC

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Inicialmente destinado apenas para o trabalho de cão de guarda, o fila brasileiro é a primeira raça reconhecida como brasileira pela Federação Cinológica Internacional (FCI). Como características, eles são tranquilos, gostam de ambientes caseiros e possuem um alto impulso de proteger seus tutores.

Apesar de ser grande, alto e pesado, o fila brasileiro tem muita paciência, especialmente com crianças. Além disso, seu senso de proteção faz com que fique atento aos cuidados com os pequenos que vivem em seu cotidiano.  

Inteligência emocional

Segundo a federação Brasileira de Cinofilia (CBKC), o fila brasileiro apresenta muita determinação, coragem e inteligência emocional. O pet desenvolve uma ligação muito intensa com a família que o adota, sendo capaz de se colocar em sacrifício. 

Fila brasileiro
O fila brasileiro se destaca pela sua inteligência emocional e fidelidade aos tutores / CBKC

O fila brasileiro não vocaliza muito, mas demonstra sua fidelidade por meio da presença constante ao lado de quem ama. Dentre os cães, a sensibilidade emocional do fila brasileiro se destaca. O pet é muito atento às emoções demonstradas por pessoas com quem se importa. 

Por conta do seu forte impulso à proteção de seus tutores, o pet tem aversão a estranhos e deve ser treinado ainda filhote para saber lidar com pessoas que não fazem parte do seu ciclo familiar. 

Interação requer cuidado

O animal é bastante silencioso, consegue se mover furtivamente e tem uma mordida forte, por isso deve-se ter cuidado redobrado com sua interação com estranhos. Quando for apresentado a uma pessoa, a interação deve ser feita gradualmente. Além disso, é necessário reforçar a necessidade de guia para conter o animal durante passeios. Ele pode confundir interações humanas com uma ameaça ao seu tutor.

Alguns países, principalmente na Europa, proíbem raças de cães que eles julgam perigosas. O fila brasileiro, por exemplo, não pode ser criado no Reino Unido, mesmo que adestrado desde filhote.

Paciência no treino

Treinar um fila brasileiro para comandos exige paciência, pois o cãozinho tende a ser mais teimoso que outras raças. Para evitar momentos de estresse para o pet, o ideal é iniciar seu treinamento ainda filhote.

Com relação à saúde, o fila brasileiro é um cão saudável que tem expectativa de vida média de até 11 anos. É necessário, ao menos, ter cuidado com a oferta de comida, pois o pet pode chegar ao sobrepeso com facilidade.

Origem da raça

A origem do fila brasileiro está atrelada à colonização do país, quando europeus trouxeram para cá os seus cães de trabalho. Porém, assim como acontece em outras raças antigas, a exata origem genética da raça é desconhecida.  

Fila brasileiro
Origem da raça está ligada à colonização do Brasil, com os cães de trabalho trazidos pelos europeus / CBKC

Existem várias teorias de como a raça se originou. A considerada mais plausível e com mais embasamento é a de que o fila brasileiro descende de grandes cães portugueses e espanhóis trazidos ao Brasil durante a União Ibérica, ou mais tarde. 

As raças Mastín leonés (variedade funcional do Mastim espanhol), Rafeiro do Alentejo, Alão português (extinto), Cão de gado transmontano e Cão de Castro Laboreiro são apontadas como originárias do fila brasileiro. 

Em algumas gravuras brasileiras do século 19 é possível ver o fila brasileiro auxiliando na caça de bois, vacas e ovelhas. Por conta dessa utilização de suas habilidades, ele tem um forte senso de companhia e proteção com seus tutores.

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