Ajuste nos palanques de SP, MG e Rio é estratégico para a campanha de Lula

Em Pernambuco, há uma expectativa de conversa entre PT, PSB e PCdoB para definir contexto local.

Partidos aliados de Lula se reuniram ontem - Ricardo Stuckert

Reunido com os sete partidos que compõem a sua coligação na disputa presidencial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma avaliação do cenário político e as estratégias para a corrida eleitoral. Entre as estratégias da campanha estão a aposta no legado dos dois governos do líder petista e o foco no debate programático, com alerta para não entrar nas provocações dos adversários. Além dos ajustes no discurso, há a necessidade também de avanços na construção dos palanques estaduais. Em especial, a composição nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Somados, os três estados reúnem 40% dos eleitores aptos a votar em outubro. Em Minas Gerais, a solução está mais tranquila com os avanços nas tratativas entre PT e PSD. No colégio mineiro, ele terá o apoio do ex-prefeito Alexandre Kalil, do PSD, pré-candidato ao governo do estado. Já no Rio, os petistas trabalham para levar o prefeito Eduardo Paes (PSD) para o palanque de Lula, contudo, a articulação precisa passar pelo palanque do pré-candidato a governador, Marcelo Freixo (PSB). Em São Paulo, talvez resida o maior imbróglio com as pré-candidaturas do ex-governador Márcio França (PSB) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) com a perspectiva de acordo pendente. A necessidade de ajustar os palanques nos três principais colégios eleitorais do País entrou na discussão dos partidos e deverá ser objeto das próximas tratativas entre as legendas. Em Pernambuco, também há uma expectativa de uma conversa entre PT, PSB e PCdoB para bater o martelo sobre a composição local. A construção da chapa do pré-candidato Danilo Cabral (PSB) ainda não foi oficializada e deve passar por uma tratativa entre as agremiações da base de Lula.

Disposto a jogar

Em visita à Folha de Pernambuco, o pré-candidato ao Governo, Anderson Ferreira (PL), comentou a tentativa da campanha do PSB de nacionalizar a disputa estadual. “O jogo que tiver pra jogar eu jogo. Eu quando entro em campo com a chuteira está tudo certo”, garantiu Anderson, que está disposto a defender o legado de Bolsonaro no Estado. “Se eles quiserem nacionalizar, eles vão ter um candidato que vai dizer ao povo de Pernambuco o que Bolsonaro fez por Pernambuco. O povo ainda não sabe tudo o que Bolsonaro fez”, ponderou.

Depoimento > O senador Humberto Costa participa hoje da sessão do Tribunal Permanente dos Povos (TPP), que examinará a ocorrência de crimes contra a humanidade cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Humberto, que foi membro da CPI da Covid, dará depoimento sobre os trabalhos da Comissão que sugeriu o indiciamento do presidente. 

Inovação > Escolhido como membro mais jovem a integrar o conselho da campanha presidencial de Lula (PT), o prefeito do Recife, João Campos (PSB), quer levar a pauta da inovação para o programa de governo petista. Ele vai propor como ideias iniciativas exitosas do seu governo como o programa Embarque Digital e funcionalidades como Conecta Recife para que essas ferramentas sejam exploradas pelo País, modernizando serviços e incluindo a população.

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