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Aliados esperam, de Paulo Câmara, ponto de referência na chapa em relação a 2022

Hélia Scheppa/SEI

A interrogação sobre o destino do governador Paulo Câmara em 2022 tem gerado uma expectativa que acende o sinal amarelo em aliados na Frente Popular. Se o socialista sai ou se fica no governo até o fim, é variável vista por lideranças desse conjunto como "muito importante".

A pergunta que vem sendo repisada, nas coxias, é: como o chefe do Executivo estadual vai coordenar a arrumação de alguns deputados federais, com reeleição arriscada, em um partido único, ou como vai armar chapa proporcional que viabilize a eleição desses parlamentares da aliança, se ele tiver que deixar a gestão seis meses antes do pleito para concorrer.

Há, hoje, em uma parte dos partidos que compõem a Frente Popular a defesa de que é preciso correr com um processo político que "afunile para formação de uma chapa majoritária", porque isso, dizem alguns integrantes desse conjunto, ajudaria a dar "um ponto de referência" para os projetos eleitorais de todos.

Há quem aponte dificuldades e se preocupe com a hipótese de ter que votar em um nome do PT para governador, como há ainda os que questionam se os petistas abririam mão da vaga do Senado, caso o PSB indique mesmo o candidato ao Palácio do Campo das Princesas. Essa última interrogação passa pela dúvida também sobre a posição a ser adotada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Geraldo Julio, que, embora cotado para encabeçar a chapa, vem negando que vá disputar.

Parlamentares, em conversas reservadas, têm se questionado como farão para se organizar em "ambiente sem definição e sem um rumo". No PSB, não há expectativa de que o martelo sobre seja batido esse ano ainda e há entendimento de que há prazo suficiente para isso, a despeito da ansiedade crescente nos aliados, que trabalham para driblar a manutenção da regra que proíbe coligações e que põe em risco a sobrevivência eleitoral de muitos.

Mensagem subliminar
A presença do senador Humberto Costa, aguardada, hoje, em mais uma agenda  do governador Paulo Câmara, tem sido vista, na Frente Popular, como "um recado". O petista tem nome ventilado para concorrer ao Governo do Estado e há deputados avaliando que esse "casamento" nos atos seria sinalização referente à desistência de Geraldo Julio de encabeçar o projeto majoritário.

Nó na garganta > A alternativa do senador Humberto Costa para encabeçar a chapa da Frente Popular já  não é descartada por petistas e nem por socialistas, mas é uma "conversa para se começar do começo", avalia um deputado, sinalizando que algumas pessoas teriam "desconforto" para votar no PT.

Governo Presente > Paulo Câmara cumpre agenda, hoje, às 9h, em Primavera, às 10h30, em Amaraji e, às 12h, em Ribeirão. Amanhã, estará em Paulista, ao lado do prefeito Yves Ribeiro, onde fará uma série de anúncios de obras.

Embrionária > As conversas sobre a arrumação de deputados e dirigentes de partidos da Frente Popular em uma sigla única, de forma a viabilizar a eleição deles diante do risco que a proibição das coligações gera, foram iniciadas, segundo fontes do PSB, mas ainda "de forma embrionária", porque não é, aos olhos dos socialistas, uma "sangria desatada".

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