Baleia Rossi volta a Pernambuco e vai à mesa com Paulo Câmara

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A visita é a segunda que o candidato à presidência da Câmara Federal apoiado por Rodrigo Maia, Baleia Rossi (MDB-SP), fará a Pernambuco em meio às articulações para a eleição, que será realizada no próximo dia primeiro. Baleia desembarca no Estado na próxima terça-feira e irá à mesa em almoço no Palácio do Campo das Princesas, às 13h30, com o governador Paulo Câmara. O socialista é o vice-presidente nacional do PSB, cujo líder, Alessandro Molon, já sinalizou apoio da sigla ao emedebista. O detalhe é que a bancada socialista está rachada e promete dissidências. O deputado federal Felipe Carreras, por exemplo, já verbalizou que votará em Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro. Daí, a importância maior que Pernambuco adquire no xadrez da eleição da Mesa.

É do Estado também a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, vice-governadora. Assim, Baleia, passando por Pernambuco, contempla as direções nacionais de dois partidos e encerra - após tomar, no mesmo dia, um café da manhã com o prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro -  sua agenda externa voltada à disputa pelo comando da Mesa. Foi por aqui também que ele começou seu périplo, no último dia 23 de dezembro, data em que teve nome formalizado como candidato do bloco de Maia. Rodrigo já tinha agenda prevista no Estado naquela ocasião e aproveitou para trazer o emedebista a tiracolo naquele mesmo dia da definição. Assim, Baleia começou e termina essa agenda externa da campanha por Pernambuco. Daqui, partirá para Brasília, onde permanece até o pleito, marcado para o próximo dia primeiro.

 

Descerramento simbólico
Diante da negativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao pedido da Oposição de antecipar a reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional, oposicionistas estudam fazer um ato simbólico, em Brasília, na próxima terça-feira. Há quem considere descerrar uma faixa, já que Alcolumbre negou uma convocação. O grupo fez reunião na última quarta-feira sobre o tema. Querem adubar o debate sobre vacina, Manaus, colapso na Saúde....

Timing > Aliados avaliam que Rodrigo Maia perdeu chance de emplacar o impeachment do presidente Jair Bolsonaro no 1º semestre do ano passado. Em conversas reservadas, anotam que, de lá para cá, o presidente fez quatro movimentos que incrementaram sua aceitação: pôs fim aos ataques ao Judiciário, encerrou as entrevistas frequentes no cercadinho, construiu base na Câmara Federal e deu corpo ao auxílio emergencial.

Fôlego > Ontem, nova pesquisa Datafolha, que apontou crescimento da reprovação do presidente Jair Bolsonaro, deu novo fôlego à ala que defende o impeachment. De acordo com o Datafolha, 40% dos entrevistados classificaram o governo como ruim ou péssimo (eram 32% no levantamento anterior).

Escudo 1 > A notícia de que o PSOL avaliaria aderir ao bloco de Baleia Rossi gerou reação da própria candidata à presidência da Câmara pelo partido, Luiza Erundina, mas foi bem recebida por lideranças da Oposição. Motivo: o movimento teria influência na base social de partidos como PDT, PT, PSB e PCdoB. 

Escudo 2 > Em outras palavras, com o PSOL junto, essas siglas, PDT, PSB, PT, PCdoB, correriam menos risco de serem alvo de cobranças da base por votarem no candidato de Rodrigo Maia, havendo alternativa das esquerdas no páreo.

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