Centro acena à federação. Em PE, deputados vão à ponta do lápis

Distritão esbarra no Senado e Federação, na Câmara Federal - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Um almoço essa semana na casa do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, reuniu líderes de partidos como o PP, o PL, o PSL, o Republicanos, o Patriota e o PT. Na ocasião, houve uma consulta sobre qual o caminho interessaria a cada legenda, caso as regra atual, que veda coligação, seja mantida. Não houve, a princípio, uma inclinação mais nítida dos presentes a algum mecanismo específico, mas também não se deu objeção a alternativas como a federação, que já vem sendo defendida por partidos da Oposição e por siglas menores. Nesse encontro, na residência oficial de Lira, realizado na última terça-feira, da Oposição, só estava Carlos Zarattini, do PT. O partido está entre os que, como a coluna registrara, vem se posicionando, em conversas reservadas, a favor da federação. Além do PT, já estariam na defesa desse sistema, o PSDB, o Solidariedade, o PT, PDT , PV, Cidadania, MDB , Rede e o PSOL. Ainda que não haja pronunciamento público dessas legendas, o debate estaria se dando na esfera das direções nacionais. Em Pernambuco, deputados e presidentes de partidos tem ido à ponta do lápis incessantemente em projeções para 2022, considerando cenários com ou sem coligação. Levam em conta o coeficiente eleitoral que deve ficar entre 180 mil e 190 mil votos. Fazem uma conta de que o primeiro deputado federal deve ser feito com  180 mil votos, o segundo com 130 mil. O detalhe é que, sem coligação, essa soma de votos pode ficar mais difícil de ser atingida.

Os cálculos são feitos nas coxias. Das 25 vagas do Estado, hoje, há uma bolsa de apostas dando conta de que o PT deve fazer dois ou três deputados federais, o MDB, a depender da conjuntura, pode chegar a três, o PP estaria projetando quatro, o PDT faria um e, aí, a conta dos bastidores começa considerar, numa perspectiva de não haver coligação, a travessia de alguns deputados para outras siglas, como forma de garantir o mandato e formar uma chapa capaz de elegê-los na ausência de coligação. Nessas projeções, entram, por exemplo, os casos de presidentes de partidos, como André de Paula, Augusto Coutinho e Sebastião Oliveira. Em reserva, alguns deputados avaliam que eles poderiam estar juntos numa chapa. Calcula-se que o PSC e o PL juntos devem fazer um deputado federal e que o Podemos e o Republicanos também podem fazer uma conta conjunta, somando até três deputados. Nesse mapa, em tese, entra ainda o Patriota e o PSL, com um deputado cada um. O PSB, dizem parlamentares à coluna, tende a fazer seis deputados federais. Esse cálculo é feito para casos com ou sem federação, mas ainda sem regras definidas. 

Sinal amarelo
Da reunião da casa de Arthur Lira, restou uma recomendação para que os partidos ouvissem suas bancadas para tirar temperatura sobre melhor alternativa para o caso de a regra atual, que veda coligação, ser mantida. Nada ficou decidido. E é isso que acende o sinal amarelo entre parlamentares. Diz a máxima em política que quando 20 pessoas não sabem o que querem é sinal de que a mudança é difícil de ser aprovada. O distritão esbarra no Senado. A federação esbarra na Câmara.

Currículo > O coronel José Roberto Santana será o segundo ex-ajudante de ordem de Jarbas Vasconcelos, quando governador, a assumir o comando da Polícia Militar de Pernambuco. O primeiro foi o coronel Luís Aureliano - hoje na reserva - que foi comandante da PMPE no Governo Eduardo Campos. Santana ainda era major quando exerceu a função com Jarbas.

DNA > Depois de fazer o candidato a prefeito de João Pessoa, Ruy Carneiro, subir mais de 10 pontos nas eleições de 2020, a Mosh Brasil - que tem no seu DNA, o jornalista pernambucano César Rocha - foi uma das empresas mais premiadas pelo Polaris Awards. A campanha realizada na capital paraibana fez com que a Mosh fosse reconhecida por sua inovação por um júri de 26 especialistas de 19 países. O anunciou foi feito no dia 31 de maio em Londres.

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