Centro quer formar aliança antes de definir nomes, diz Coutinho

Coutinho ofereceu almoço a Luiz Henrique Mandetta, quando assunto foi tratado

Antes de coordenar o almoço, que reuniu ontem partidos de centro em Brasília, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez conversas prévias e mais reservadas com dirigentes partidários. Uma delas ocorreu na casa do vice-presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Augusto Coutinho, na presença também o presidente nacional da legenda, Paulinho da Força. Faz 15 dias. Ontem, Paulinho não participou e foi representado pelo deputado Áureo Lídio. "Mandetta vem defendendo uma tese e teve conversas com outros presidentes de partidos", explica Coutinho e reforça: "Vamos formalizar aliança de centro e mais adiante escolhemos os candidatos. Mandetta vem defendendo isso há tempos". Em outras palavras, o grupo quer consolidar um conceito de unidade do centro sem predefinir nomes. O detalhe é que o PSDB já trabalha com a ideia de candidatura própria, o que, a princípio, pode inibir uma composição com o tucanato. É o caso ainda do PSD, presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, que já havia, por sua vez, ido à mesa com Mandetta, conforme relatam parlamentares de centro. O PSD não pretende se afastar do objetivo de encabeçar uma chapa na corrida presidencial, como realça, à coluna, o presidente estadual do PSD, André de Paula.

"Nós entendemos que temos a obrigação, enquanto partido de centro, de oferecer uma proposta partidária a essa polarização, que divide o Brasil, e nós estamos trabalhando isso do ponto de vista partidário", detalha André. Seguramente por isso, ele prossegue, o PSD não participou da reunião de ontem, na Capital Federal, onde se debateu, mirando 2022, uma alternativa à polarização Lula x Bolsonaro. André de Paula evit mencionar a nomes, mas o PSD anda arrumando a casa para botar o bloco na rua no próximo ano e uma das alternativas que vêm sendo ventilada para encabeçar chapa na corrida presidencial é o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, hoje no DEM. O almoço de ontem reuniu: DEM, MDB, PSDB, Cidadania, PV, Solidariedade e Podemos. Bruno Araújo, presidente do PSDB, vem defendendo que o número de brasileiros que se posicionam hoje favoráveis a um nova alternativa é maior do que o apoio a Lula ou a Bolsonaro. O consenso nesse conjunto, por enquanto, é não apoiar nem o presidente, nem o petista.


Os Rodrigos e a sangria
Além de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, que pode atravessar para o PSD, de Rodrigo Maia, expulso essa semana, e de Rodrigo Garcia, vice-governador de São Paulo, que se filiou ao PSDB, o que se fala, nos bastidores, é que, Maia e Pacheco podem levar quatro nomes junto, cada um, o que provocaria sangria no DEM.

Quarentena > Presidente nacional do PSL, Luciano Bivar não compareceu ao almoço dos partidos de centro ontem. Está com covid-19, mas com quadro estável.

Coxias > Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, também não esteve no almoço do centro, ontem, mas o presidenciável Ciro Gomes já havia tido uma conversa com Mandetta antes, dizem fontes que acompanham as movimentações.

Escudeiro > Conhecido como guru político do governador Wellington Dias, o estrategista político Paulo Moura mantém encontros semanais, em Teresina, para aconselhamento do governador e construção da imagem do sucessor.

Em campo > Paulo Moura já está debruçado sobre a pré-campanha de potenciais candidatos às eleições de 2022. Em Alagoas, atende Renato Filho (PSC), prefeito do Pilar e pré-candidato a governador.

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