Ciro vem ao Recife para ato com João. Túlio aguarda tom

(João) Foto: Rodolfo Loepert (Ciro) Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil

Não tinha voo comercial disponível para o presidenciável Ciro Gomes desembarcar no Recife no próximo domingo, mas o PDT fretou. O movimento sinaliza o tamanho do gesto que o partido fará na direção do PSB. Ele vem acompanhado do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi. Chega à Capital pernambucana pela manhã e a agenda dos dois, ainda sem detalhes, está aberta para o prefeiturável João Campos. O PDT não só integra a aliança do socialista como, é da legenda, a vice da chapa majoritária, Isabella de Roldão. Em Pernambuco, entretanto, o partido encontra-se rachado e o deputado federal Túlio Gadêlha, rifado da corrida municipal, ainda não externou posição neste 2º turno. Como a coluna cantou a pedra, Túlio, no último domingo, avisara que iria se posicionar. O parlamentar deve aguardar, agora, o tom a ser adotado por Ciro na Capital para dar um passo adiante.

Frente à divisão local na legenda, Túlio admite que uma ala "pensa na possibilidade de construção de uma aliança ampla no Brasil, visando ao combate do bolsonarismo, ala que defende proximidade com o PT, com o PSOL", partidos que estão na coligação de Marília Arraes. Túlio aguarda que o tom da fala de Ciro no Recife não seja bélico na direção da candidata petista. À coluna, ele considera: "Ele deve se manifestar em apoio à candidatura de João Campos. Quero ouvir o tom que ele vai usar". Ciro desembarca na Capital numa agenda combinada com o presidente do PDT-PE, Wolney Queiroz, que passou a acumular o comando municipal, quando Túlio foi destituído, como a coluna antecipara, em meio ao imbróglio envolvendo a aliança do PDT com o PSB. Túlio diz ser "entusiasta de uma frente ampla que defenda um projeto nacional de desenvolvimento". E realça que isso passa pelo compromisso com o campo progressista. Diz que tem se movido pela unidade desse campo e observa, no entanto, que, em Recife, diferente de outras capitais, a disputa no 2º turno se dá entre dois partidos desse mesmo campo. "Em outras capitais, temos a possibilidade de perder mais", registra, pontuando que, nesses outros casos, as disputas ocorrem entre nomes da esquerda versus representantes da direita. Uma decisão de Túlio sobre, eventualmente, apoiar Marília no Recife ainda pode sair. E o tom adotado por Ciro deve pesar nessa conta. Se for bélico, Túlio acenará à petista.

Agenda com Manuela
Na segunda, Túlio Gadêlha embarca para Porto Alegre. Vai dar uma força à campanha de Manuela D´Ávila, do PCdoB, que concorre, com Sebastião Melo, do MDB. Túlio diz que é preciso "alertar a sociedade do risco de se eleger candidaturas que flertam com o bolsonarismo".

Outra coisa > O pedetista ressalta que "apesar de Bolsonaro ter tido derrota", nas urnas, "houve um fortalecimento de um centrão fisiológico" que, hoje, "é a base do governo Bolsonaro". 

Day after > Em Brasília um jantar na casa do líder do PDT, Wolney Queiroz, reuniu, anteontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e líderes da Oposição. O papo informal girou em torno dos resultados da eleições, de episódios engraçados e uma bolsa de apostas, por lá, dava conta de que, no caso do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, caso tivesse sido candidato, estava eleito. 

Balança > Tadeu Alencar anota saldo positivo de aliados no pleito. Seguiu com prefeitos em Ouricuri, Exu, São José do Egito, Iati, Altinho, Chã de Alegria e Lagoa de Itaenga. Reconquistou Bodocó, com Otávio Pedrosa, além de ter eleito Giva Andrade, como vice, em Macaparana.

Rádio Folha > A candidata do PT à Prefeitura do Recife, Marília Arraes, será entrevistada, hoje, no programa Folha Política, às 11h.

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