Com PT na pauta, João Campos, Geraldo e Paulo Câmara se reúnem

Paulo Câmara, João Campos e Geraldo Júlio - Divulgação

Pré-candidato à Prefeitura do Recife, o deputado federal João Campos tem cuidado pessoalmente de cada etapa da construção de seu projeto majoritário. Ontem, um dia depois de o senador Humberto Costa, liderança maior do PT em Pernambuco, declarar que seguiria resolução da nacional, apoiando a pré-candidatura de Marília Arraes, o herdeiro de Eduardo Campos almoçou, no Palácio das Princesas, com Paulo Câmara. O governador é também o vice-presidente nacional do PSB. À mesa, também estavam o prefeito Geraldo Julio e Antonio Figueira. O encontro ocorreu enquanto a poeira, levantada pela decisão do PT de manter a candidatura própria na Capital pernambucana em detrimento da aliança com o PSB, ainda não baixou. Socialistas não pretendem tomar qualquer iniciativa em meio à tempestade, mas, como a coluna antecipou, a tendência de exigir, dos petistas, a entrega dos cargos segue de pé. Não houve ainda decisão concreta. Essa, no entanto, é a linha de raciocínio que passou a predominar no PSB após os últimos movimentos dos petistas. Humberto Costa, como registramos em primeira mão em conversa  na CBN, na última quarta, vacinou: "A campanha (do PT) não é contra o PSB!". Destacou que o diretório nacional definiu uma linha de atuação para todo Brasil. Isso inclui quatro eixos: o resgate do legado do PT nacional, a disputa política com o governo Bolsonaro, a defesa do ex-presidente Lula e do legado do PT local. A despeito dessa projeção, na prática, socialistas estão cientes de que o perfil de Marília não é de amenizar no embate, ainda que ela não vá recorrer a "baixarias", como advogou a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Essa não é a intenção da deputada. Ela, no entanto, não tem planos de pegar leve nas cobranças. Os socialistas não duvidam do esforço feito pela ala aliancista do PT e admitem que esse grupo foi "entubado" pela direção nacional. Ao mesmo tempo, no entanto, sinalizam que, mais cedo ou mais tarde, a devolução dos cargos será inevitável. Virou só uma questão de tempo.

 

Rueda e Daniel Coelho na foto
Na bolsa de apostas das Oposições, o PSL aparece como alternativa ventilada para integrar a vice de uma chapa majoritária, eventualmente, encabeçada por Daniel Coelho. E, na noite da última quarta-feira, o vice-presidente nacional do PSL, Antonio Rueda, recebeu convidados, em Brasília, na comemoração de seu aniversário. De Pernambuco, a presença anotada foi, exatamente, de Daniel Coelho.

Polaroid> Em tempo de definições na Oposição, a foto de Daniel com Rueda pode sinalizar uma aproximação mais intensa.

Funil > Como a coluna cantara a pedra, já se especula que um reconhecido nome do meio jurídico do Recife, filiado ao PSL, estaria apalavrado para compor uma chapa com Daniel. Só que, nas Oposições, ainda se trabalha por um afunilamento das pré-candidaturas. A decisão estaria entre Daniel e Mendonça Filho. 

Outra sucessão > Entre os convidados que Rueda recebeu estavam: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que chegou acompanhado do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi cujo nome é cotado para concorrer à sucessão do democrata. Outro postulante à presidência da Câmara que circulou pelo evento foi Aguinaldo Ribeiro, relator da reforma tributária.

Currículo - No encontro que João Campos teve, ontem, com o senador Jarbas Vasconcelos foi à pauta a experiência do emedebista como prefeito do Recife, atividade pela qual ele tem apreço especial. Houve quem lembrasse que Jarbas foi 16 vezes o prefeito mais bem avaliado, uma vez que a pesquisa era feita duas vezes no ano.