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Com secretário de Paulo Câmara, João Roma diz que "momento é de cooperação"

João Roma e José Neto foram oficiais de gabinete de Joaquim Francisco

Era tarde da última terça-feira, quando o ministro da Cidadania, João Roma, levou uma notícia difícil ao presidente Jair Bolsonaro: o ex-governador Joaquim Franciso havia falecido naquele dia. "Ele lamentou muito, porque esteve com Joaquim e gostava muito de conversar com ele”, relata João Roma à coluna e, ponderando sobre o “distanciamento que Brasília pode causar”, completa: “Joaquim sempre conseguiu estabelecer essa conexão, com linguagem direta com nossa população". O chefe do Planalto redigiu um cartão para que o auxiliar, prestes a embarcar para o velório no Recife, entregasse à família. Foi no governo de Joaquim que João Roma exerceu sua primeira função pública. "Fui oficial de gabinete de seu governo, que começou em 15 de março de 1991. No ano seguinte, virei assessor especial do governador", recorda o ministro. Sua nomeação para aquele cargo saiu no mesmo Diário Oficial em que foi publicada a de José Neto, também indicado, ali, para oficial de gabinete de Joaquim. José Neto, atualmente, é secretário da Casa Civil do governo Paulo Câmara. Antes de deixar o Palácio das Princesas, ontem, onde se deu o velório de Joaquim, João Roma foi ao gabinete de José Neto. Os dois são primos.

Indagado se vê empecilho em visitar a sede da gestão Paulo Câmara, adversário do presidente da República, João Roma devolve: "Primeiro, eu sou do parlamento. Eu trato a coisa pública como deve ser, com espírito público e de forma republicana. Então, é natural que existam caminhos partidários, ideológicos ou eleitorais, mas isso se dará em 2022". E prossegue: "Enquanto isso, cabe a todos nós trabalharmos pelo bem comum. E, nesse momento específico, de enfrentamento da pandemia, eu acho que a palavra primordial para todos nós, agentes públicos, é cooperação, porque, cada vez mais, o povo brasileiro quer saber de providências, de ações que possam atenuar seu sofrimento e melhorar sua qualidade de vida". Vice-presidente nacional do PSB, partido que dialoga, hoje, com o PT no sentido de formatar uma frente ampla em torno do ex-presidente Lula para 2022, Paulo Câmara já foi alvo de sucessivos ataques e provocações disparados pelo presidente Bolsonaro. João Roma minimiza as divergências, realçando a circunstância imposta pela pandemia. "Não é, portanto, com queda de braço política, ideológica, partidária, eleitoral, que a gente vai conseguir essa cooperação em benefício da população. Eu acho que o momento é de cooperação", repisa, reforçando que não poderia deixar de estar presente na última homenagem a Joaquim.


"Não iria me perdoar"
"Se eu não viesse, hoje, aqui, eu não iria me perdoar, porque Joaquim Francisco simboliza muito para mim, tanto no quesito afetivo, como na minha inspiração de vocação de vida. Ele sempre foi a pessoa que me orientou muito. Eu devo muito a ele essa minha caminhada na vida pública", realça João Roma à coluna.

Justa causa > João Roma decolou, ontem, do Recife, às 15h, o que lhe impediu de estar na posse do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. "Vou chegar um pouco atrasado. Falei com ministro Ciro, nenhuma depreciação a ele. Acho que foi grande avanço para o governo", explica João Roma sobre a ausência na posse.  

Fluidez >  João Roma avalia que Ciro “tem grande prestígio no Congresso” e que “é importante que o governo Bolsonaro consiga dar mais fluidez ao relacionamento com o legislativo”.

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