Debates da CMO e da MP 1000 como prévias da eleição da Mesa

Câmara dos deputados - Beto Barata/Agência Senado

A Oposição ainda bate o pé na ideia de manter em R$ 600 o auxílio emergencial, a ser pago pelo Governo Federal entre os meses de setembro e dezembro. Em função disso, o conjunto trabalha para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, coloque em votação a MP 1000/20, que reduz não só o valor do benefício de R$ 600 para R$ 300 mas também o seu alcance. A ideia é derrotar a MP. Como medida provisória tem efeito imediato, oposicionistas argumentam que o governo não tem interesse que ela seja votada, o que poderia implicar em exposição da base. Leia-se: parlamentares governistas teriam que por a impressão digital na redução do auxílio, além de que seriam empurrados a angariar votos favoráveis, sob risco de imprimir derrota ao governo.

Em função disso, a Oposição decidiu obstruir os trabalhos para pressionar Rodrigo Maia a colocar a referida MP em votação. Oposicionistas querem imprimir derrota ao governo. O sentimento, nos bastidores, é de que Rodrigo não põe a MP para votar porque vem fazendo movimento na direção do governo, visando à eleição da Mesa Diretora, e não pretende criar arestas. Parlamentares afirmam que ele anda evitando enfrentamento e não estaria disposto a jogar mais uma conta nas costas do governo. Em paralelo, outro debate corre contaminado pela sucessão na Câmara: a disputa pela presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que ainda não foi instalada em função do cabo de guerra existente entre os grupos de Arthur Lira, que lidera o Centrão e tem nome cotado para concorrer à presidência da Câmara, e de Rodrigo Maia. Pelo acordo de líderes, o deputado baiano Elmar Nascimento, do DEM, seria indicado para comandar a CMO. Mas Arthur Lira apresentou o nome de Flávia Arruda, do PL. O colegiado já era para ter sido instalado, mas o debate também se arrasta como uma prévia da eleição da Mesa Diretora, como é o caso da MP 1000.

 

Tadeu x Patrícia...
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Cinema e do Audiovisual, o deputado federal Tadeu Alencar reage à lógica da campanha da delegada Patrícia Domingos, que prevê a criação de uma secretaria de Economia Criativa, Desenvolvimento Econômico, Empreendedorismo, Cultura, Lazer, Esporte e Turismo. A proposta é reduzir o número de pastas. Mas Tadeu compara a intenção de Patrícia em relação à Cultura à postura do governo Jair Bolsonaro.

...na... > "Pretender extinguir a Secretaria de Cultura é reproduzir no plano local - numa cidade com a vigorosa cena cultural do Recife - a negligência indesculpável com que o governo Bolsonaro trata a cultura", critica Tadeu. “A campanha vai deixando cair os véus", diz. 

...Cultura > O socialista acrescenta: "Essa visão equivocada é fruto da falta de compreensão da candidata Patrícia Domingos, da importância desse segmento estratégico da economia, cadeia produtiva que gera milhares de empregos. Os trabalhadores do setor, os artistas e os defensores da cultura não permitirão esse retrocesso".

Foco > A campanha de Patrícia Domingos começou a mirar as chances dela no 2º turno. Em vídeo recente, Daniel Coelho afirma que  Patrícia "é a única que pode vencer o PSB", realça a rejeição baixa dela e as chances no 2º turno num embate com João Campos.

Máquina zero > Pagando promessa pela recuperação de sua cunhada, vítima de um aneurisma cerebral no último dia 19 de agosto, o deputado federal Wolney Queiroz raspou o cabelo. Assim que ela recobrou a consciência, na última quinta, o pedetista correu para o cabelereiro, que também já foi vítima de aneurisma cerebral.