Eleitor de Lula, André defende liberar estados e quer encontro com petista

Ao oficializar a indicação do seu nome para senador na chapa da pré-candidato ao Governo Marília Arraes, o presidente estadual do PSD, André de Paula, declarou voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente. O posicionamento está alinhado com a orientação da chapa majoritária do Solidariedade, que defende a pré-candidatura do líder petista. Contudo, nacionalmente, o seu partido ainda não fechou uma posição sobre a disputa presidencial. Como dirigente estadual e ex-líder da bancada pessedista na Câmara, André de Paula pretende usar o seu bom trânsito na legenda para garantir que o PSD adote a posição de neutralidade na disputa e libere os estados para escolher seus candidatos à Presidência da República. Entre os diretórios da agremiação, há uma ala minoritária que defende o alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro (PL), contudo, os comandos da sigla em todos os estados do Nordeste defendem o alinhamento com Lula. Para reforçar essa posição, André de Paula, inclusive, defende que esses diretórios tenham a possibilidade de manifestar o seu apoio em uma reunião com o próprio Lula. “Eu, pessoalmente, defendo que, uma vez oficializada a posição de neutralidade, nós tenhamos com o presidente Kassab a possibilidade de conversa com o presidente Lula, com esses diretórios que estão dispostos a já no primeiro turno apoiar Lula. Nós gostaríamos e vou sugerir ao presidente ter esse momento para tornar pública essa posição”, defendeu André. Nos bastidores, há uma expectativa de reunião do pessedista com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em Brasília. Ambos estarão na Capital federal nesta semana e um encontro pode ocorrer entre os líderes. Caso a reunião seja confirmada, André já tem pronto o seu posicionamento para levar ao comando do partido.

De olho nos dissidentes

Tanto Marília Arraes quanto André de Paula deixaram clara a intenção de conquistar o apoio de novos dissidentes da Frente Popular. O prefeito do Paulista, Yves Ribeiro (MDB), é outro que não perdeu a esperança de levar o seu partido para a base de apoio a Marília Arraes (SD). Segundo ele, o partido não tem o tratamento merecido pelo Estado e teria mais espaço na coligação da parlamentar.

Espera > O vice-presidente do Cidadania, Daniel Coelho, afirma que seu partido e MDB aguardam a deliberação do PSDB sobre a adoção de pesquisas para escolher o pré-candidato a presidente da coligação. Neste fim de semana, o presidenciável João Doria reagiu contra a iniciativa. “Se executiva do PSDB decidir adotar os critérios, independente de agradar o pré-candidato Doria, é o caminho do partido. O partido não é a vontade de um só, mas de todos”, afirmou.

Convenção > Em caso de conflito nas conveções partidárias, a federação formada por PSDB e Cidadania terá que decidir seu posicionamento no voto. Dentro da estrutura federada, o Cidadania possui 30% dos votos, enquanto o PSDB possui 70%. Contudo, os líderes das siglas esperam conseguir construir um consenso antes.

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